Sonhei contigo esta noite. Não acontecia há muito tempo.
Estavas a dormir num dos cadeirões amarelos, ao lado da cama, embrulhada num saco-cama como tantas vezes fazias. Cheia de frio como era hábito.
Mas estavas bem. Sonho sempre contigo bem, sem a voz arrastada, sem a cara marcada, sem dor sem sofrimento. Sabe sempre muito bem ver-te assim. Sei que sou eu que te imagino assim, mas imagino sempre bem, e isso deve ter um significado. Talvez seja esse, simples.
Estavas tranquila embrulhada no saco-cama, e perguntaste qualquer coisa com voz de sono.
Depois acordei.
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