29 de julho de 2011

Happiness II

A propósito disto - Happiness - encontrei uma entrada interessante de um filósofo Americano, John Perry, e os seus discursos de recepção aos caloiros em Stanford;
- Happiness is the product of the pursuit of your goals and not a reasonable goal in and of itself. 
Excelente... e tem tudo que ver com a outra entrada.


Já agora, as frases;
Explaining that he had lived his life and organized his talk around four issues, Perry ticked them off to accompanying laughter:
  • Life is what happens while you're making other plans. 
  • What you care about determines who you are.
  • Happiness is the product of the pursuit of your goals and not a reasonable goal in and of itself. 
  • Size Matters
Esta última, só mesmo percebendo a sua história de vida, e os condicionalismos que lhe provocaram.... 
Fizeram-me pensar, em particular esta última, no que somos na vida, pelo que de bom, e se calhar sobretudo também, pelo que de mau nos acontece.

27 de julho de 2011

Pensamento Cruzado

Ontem, a ouvir com ele no carro um episódio do Pensamento Cruzado, na TSF, muito interessante para mim mas muito complexo para ele, pelo tema e sobretudo pela linguagem como é óbvio.....

Quando o programa, curto, acaba, diz ele....
- Patata, patata, nanana..... não percebi nada :-)

20 de julho de 2011

FNAC

- Pai. Se te saísse o euromilhões o que fazias ?
   - Não sei. Olha, fazia o que me apetecesse.
- Eu comprava a FNAC!
   - A sério? Para quê, para seres o dono? Já viste o trabalhão que isso dava?
- Não Pai. Comprava a FNAC e depois ia lá de vez em quando e tirava um jogo.... eram todos meus....

17 de julho de 2011

Porquê agora?

Ontem pela primeira vez questionei profundamente este sistema.
Porquê? E para quê?
Porquê agora?
Não será nesta altura estranhamente inseguro da minha parte?
Manter algo assim é manter uma espécie de memória no ar, constante. Será isso útil ao fim deste tempo? Não deveria este ser o tempo de esquecer de não mais falar? Não deveria ser o tempo de encerrar um registo como este e partir para outros registos?
Não devia ser este um momento de fim, de fecho, de encerramento, e esta ser uma forma de impedir ou prolongar agonizadamente esse fim?
No fundo servirá para quê? Não será mais danoso do que construtivo?

16 de julho de 2011

Coisas de que gostarias

Gosto. Tem um ar esperto.....  

14 de julho de 2011

Sorrir

Tenho uma colega que me repete frequentemente; - Tens de sorrir.....

Fico sempre dividido com estes sentimentos. Sorrir porquê, que razões existem? Se procurar fundo não há razões nenhumas para sorrir. Há aliás razões para nunca mais sorrir.
Mas por outro lado....
Porque não sorrir, porque não esquecer? Porque não fazer de conta que tudo o que passou, por duro, por triste que seja, por impossível que seja, não nos impede efectivamente de sorrir. Não tapa a luz que todos os dias o sol descobre.

Textos antigos - 26/03/2009

Os dois a ver o filme Flipper.

- Pai, a Mamã também já fez aquilo!
- Pois foi, no Algarve com dois golfinhos…….. segurou na barbatana de cada um……
- Pois foi…. e depois foi assim….. Yeaaaaaahhhhhhhh !!!

13 de julho de 2011

Nada

Tenho passado por momentos difíceis no trabalho. Muita pressão, muito desgaste, alguma incorrecção, prepotência e arrogância, e sobretudo uma dificuldade em me identificar com um estilo e uma forma de trabalhar que não é a minha.
Um ambiente muito cansativo, que dá origem a muita revolta, irritação e desconforto.
Um ambiente que às tantas me faz questionar o meu próprio valor, o meu próprio sentido, a minha coragem, a minha determinação, o meu lugar..........................
Hoje de novo.
Mas hoje, lembrei-me de algo que por vezes me passava pela cabeça. Talvez sem na altura me dizer o que diz agora, sem que eu percebesse o que eu queria dizer a mim próprio.
Tudo o que me acontece de desagradável, de revoltante, de enervante, não é nada.
Não sou mais que ninguém.
Não sou ninguém.
Mas há uma coisa que eu sei. Eu sei que olhei para ti quando tu estavas a morrer. Sei que olhei para o teu rosto desgastado pelo sofrimento, para o teu olho cego, para a tua boca semi-aberta de cansaço, de uma respiração curta e ofegante, sei que me lembro das tuas frases, do teu último pedido. O teu último pedido que ainda hoje é amargo e triste...
Sei o que chorei por isso tudo. O que sofri por isso tudo.
E nada. Absolutamente nada do que me fazem ou podem fazer agora no trabalho, se compara alguma vez com isso. O que me fazem não é nada. Nada.

Coisas de que gostarias


12 de julho de 2011

Descansar

- Pai tenho muitas saudades da Mamã. 
- Eu sei querido. Eu também.
- Vamos ter de aguentar, até ao resto das nossas vidas.....
- Sim. Sabes, não podemos fazer nada sobre isso. Temos de pensar nas coisas boas que fizemos, e nos momentos bons que vivemos.
- Pois é.
- Temos de pensar que a Mamã está num sitio bom e que está bem.
- Sim Pai, ela está a descansar.

7 de julho de 2011

Textos antigos - Equilíbrio - 03/02/2009

03/02/2009
Equilíbrio

Quero simultaneamente tudo e nada. Quero atenção e sossego, quero solidão e companhia. Quero também sentir que estou por dentro e que pertenço, mas ao mesmo tempo ver-me de fora, para conseguir avaliar-me.
Preciso de me focar nos outros e não em mim. Mas é difícil, não consigo.
Hoje consegui traçar uma linha. Uma linha difícil mas que tem de ser traçada. Que divide o meu desejo e o que sinto. Que separa o que queria do que consigo ter.
Parando com as dificuldades de expressão, e com o medo.
Queria colo, e essa é a melhor expressão possível. E também a mais correcta. Mas para ter um pouco disso tenho de abrir mão de tanto. Não consigo estar com ninguém como queria, com sossego e companhia. Estou com alguém e com mais 5, 6, 20, uma centena, montes de gente. E isso para mim é uma violência. Não quero mais essa violência. A maioria dessas pessoas não me diz nada. São pessoas simpáticas sem dúvida, mas não me são nada, nem sei bem o que fazem aqui, nem o que faziam no funeral na Ana.
Mas estiveram lá. Para quê? E porquê?
Eu não as quero. Peço-lhes desculpa mas não as quero, não as desejo. Não tenho nada contra elas, só que não me dão nada de bom, e não têm sequer culpa disso.

6 de julho de 2011

Coragem

Hoje morreu a Maria José Nogueira Pinto. Morreu com um cancro.
Gostava imenso dela. Tu também. Lembro-me de a vermos falar e gostarmos da sua convicção, da determinação, da graça natural com que falava, com o rosto marcado, afirmando-se tranquila. Mesmo com a distância política, mesmo com a natural desconfiança, e mesmo com o cansaço com que ouvíamos os políticos falar.

Recordo-me de uma frase dela, de há muitos anos, que me lembro perfeitamente de comentar e discutir contigo.
Era sobre o poder. Dizia a Maria José algo assim - que não tinha medo do poder, que gostava do poder, no sentido em que o poder lhe permitia fazer as coisas acontecer, lhe permitia fazer coisas pelos outros, fazer bem - algo assim por estas linhas. Lembro-me dessa frase e de como gostei de a ouvir, e simultaneamente de como me fez sentir pequeno.

Morreu de cancro. Elogiaram-se muitos dos atributos da Maria José, hoje nos jornais. Mas um em particular me fez pensar. A coragem. Morreu de cancro mas trabalhou até ao fim, sem dizer que não, ou que desistia. Morreu de cancro mas esforçou-se por estar presente, por estar lá nas suas funções até não poder mais.
E isso fez-me lembrar de ti.
Morreu com 59 anos, tu morreste com 41.
Morreste e estavas a trabalhar na semana anterior. Quando morreste a empresa onde trabalhavas elogiou o facto de te manteres em funções até ao limite das tuas forças.
Morreste mas lidaste com tudo com coragem. A mesma de que estava munida a Maria José. Tu morreste Ana, e tinhas a mesma fibra desta senhora. E essas coisas que li sobre ela, fizeram-me pensar nessa tua coragem, nessa tua determinação, e mesmo na forma como encaraste a morte e o cancro, que acabou por levar as duas.

É sereno este meu sentimento, mas é simultaneamente difícil de expressar por completo. Gostava que estivesses aqui para falarmos sobre isso. Penso que elogiarias de facto a determinação e a coragem. A mesma determinação e coragem, que eu elogio em ti.

5 de julho de 2011

Coisas de que gostavas - Sintra

Gostavas de Sintra. Não tenho dúvidas disso. 
Mas não tenho tanta certeza se gostavas do Palácio. Achavas, lembro, que era um pouco estrambólico, um pouco louco, mas simultaneamente fascinante. As cores, o formato, o sítio. O sítio, esse sim, fascinante.
Fizemos uma escalada na Serra, memorável :-). Uma coisa que tenho de descrever aqui com tempo.
Beijo. Sapo.

3 de julho de 2011

Dor de cabeça

Ana. Tenho uma dor de cabeça que me persegue há três dias.
Simultaneamente tenho-me lembrado de ti em inúmeras ocasiões.
Associo as duas coisas que não têm ligação nenhuma - e se estivesses aqui já me estavas a dizer - Obrigadinho!!!!
Mas o que quero dizer com isto é que algo se passa quando estou mais cansado mais tenso mais nervoso (e sei quais as razões para isso), na minha cabeça sinto voltar frequentemente uma frase tua, um olhar teu, uma letra de uma música, uma conversa, mesmo que menos boa.... e talvez por isso, pelo contexto, por vezes vêm à cabeça conversas menos boas.
A propósito. Um exemplo de uma música. The Gift - Fácil de entender.
Sempre que a ouvíamos, dizias que este verso era para mim. Dizias que era o que sentias. E acredito, sinceramente;
[...] Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim
Olhar para mim, escutar quem eu sou
E se ao menos tudo fosse igual a ti 
[...]
Mais tarde, li esta música de uma forma completamente diferente, como uma despedida de mim para ti. Nunca te disse, por razões óbvias, mas depois de partires mais sentido fez ainda, como um todo coerente.
[...] Despedir-me de ti
Adeus um dia voltarei a ser feliz
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor
Não sei o que é sentir [...]
Que dor de cabeça.
Beijo. Sapo.

Coisas de que gostarias

1 de julho de 2011

Textos antigos - Ratos de orelhas gigantes - 15/02/2009

(Mais um texto antigo. De tempos a tempos esta frase volta à minha cabeça).


15/02/2009
Ratos de orelhas gigantes

A lenda de Desperaux
……. e o Rei descobriu outros sentimentos mais fortes do que a dor.