Ana.
Ele fala de ti com uma tranquilidade que por vezes me surpreende.
No outro dia, depois de muitas conversas com a tua Mãe e com a tua Irmã, a que ele assistiu, fiquei com uma dúvida sobre o efeito nele, sobre a forma como ele via e sentia o que se falava sobre a Mãe.
De facto falou-se imenso, a maior parte das coisas, num sentido positivo, de uma recordação descontraída e feliz, falámos da tua personalidade, de coisas que dizias, e até da forma como reagirias hoje a coisas que acontecem.
Eu e a tua Irmã ainda nos rimos porque nos lembrámos das tuas reacções. E falámos de facto bastante. Falámos dos bichos por exemplo, como tu querias ter bichos e de um momento para o outro esgotavas a paciência com eles, e como invariavelmente iam ter a casa da tua Mãe que os passava a aturar. Foi assim com o gato, com o cão, com o papagaio, embora esse fosse mesmo da tua Mãe.....
Voltando ao que dizia. Fiquei com um receio do efeito que isso tinha nele.
E falei com ele sobre isso.
E saiu mais uma frase lapidar.
- Não Pai, eu até gosto. Gosto de saber mais coisas sobre a Mãe.
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