Terias gostado de o ver. No primeiro torneio de ténis. Ainda começou a jogar contigo cá, perto dele. Talvez sem as mesmas motivações, seguramente sem o entusiasmo de agora, mas chegaste a ver e saber que jogava.
Gostavas certamente de o ver agora.
A vibrar, como os outros, com o torneio que se aproximava. A vibrar durante, independentemente dos resultados e do que conseguia fazer. Foi excelente também por isso.
Bem acompanhado, bem enquadrado. Tranquilo e aéreo como é o seu género.
Durante o torneio, a Mãe de outro jogador disse-me. - Acho o seu filho muito adulto, muito tranquilo e seguro.
Fiquei sem saber bem o que dizer. Respondi - Teve de crescer um pouco à força.
- Pelo que aconteceu com a Mãe?
- Sim. - Disse eu. - Tenho por vezes receio disso. Que seja um crescimento rápido de mais.
- Ele parece-me bem. Num sentido positivo. - Reforçou ela.
Fiquei a pensar se ela saberia que a Mãe não estava cá. Que o que se tinha passado era mais do que a Mãe estar doente. Fiquei sem saber, por não querer continuar a conversa assim, sem perceber para onde ia. Por ter medo de ser lamechas. Por não querer parecer que procurava um ombro em alguém desconhecido. Enfim..... ficou a conversa por ali.
Mas gostarias com certeza de ouvir alguém dizer assim, com tranquilidade, bem da personalidade do teu rapaz. Fiquei contente por isso. E triste e amargo por não estares. O amargo de sempre, que não é novidade.