30 de outubro de 2011

Memória

Hoje no carro.... no viaduto de Algés.
Pai, ali em baixo há um McDonalds.
Lembro-me de ter ido lá aos anos da Maria Inês.
Foi a Mamã que me levou. Lembro-me que chegámos muito tarde.....

29 de outubro de 2011

Amor


Festa

Mais um aniversário de uma amiga pequenita, e ele lá no meio.
Juntos desde um ano de idade, lembrou-me a Mãe dela.
- Estive a rever filmagens deles no ATL-- disse-me ela hoje --, quando tinham 4 anitos, ainda filmagens feitas pela sua mulher -- disse-me ela com aquele tom triste de quem de facto sente algo de estranho e desconfortável, mas não tem outra forma de dizer.
Eu sorri o meu sorriso mais imediato e estúpido, como é habitual. E senti vontade de falar àquela gente toda de quem tu eras, de que ele não tem a Mãe presente, que se estivesses ali, tinhas adorado estar na festa, que irias viver a animação com ele, que teríamos com certeza mais um filho, ou dois, uns manos na vida dele que seria uma vida diferente, mais cheia de tudo. Tive vontade de falar, como que para relembrar a tua memória..... e calei-me como é óbvio pelo ridículo de imaginar a situação. Ficou o sentimento. Estranho e triste.

24 de outubro de 2011

Motivação

The palest ink is better than the best memory.
--- Chinese Proverb

21 de outubro de 2011

Coisas de que gostarias


De novo

Esta semana tive momentos como não tinha há muito tempo. Anos? talvez! Momentos de verdadeira paz. De tranquilidade.
Fizeram-me lembrar um sentimento de paz muito antigo, com o rapaz bebé e tu cheia de saúde e vigor. Memórias de um tempo em que me sentia bem comigo, contigo, com ele.
Em que o meu Pai era vivo e conversava tranquilamente com ele sobre tudo e sobre nada.
Em que respiravas saúde e te rias comigo. Felizes. Passeavamos na praia ao Domingo de manhã, mesmo no tempo frio. E sentíamos-nos vivos e tranquilos, fora do stress dos dias. Em que me dizias que me amavas e que gostavas de sentir o meu interesse por ti. Lembro-me dessa frase. Adorei essa frase.
Alguns momentos desta semana fizeram-me lembrar essa altura.
Por uns momentos senti-me bem comigo. De novo. Como há muito tempo não sentia. E depois de muito pensar e tentar interpretar, senti que o que sentia, era que era eu de novo.
Sem ti, mas com ele. Depois de muitos altos e baixos, por ti e mesmo sem ser por ti. Depois de muitas hesitações  tentativas de recompor tudo, e depois raiva e dor, prazer e orgulho logo trocado por angústia, tristeza e desconforto. Tudo isso a que tu és alheia. Sem culpa. Tudo sempre contigo naquele lugar especial.
Senti que nisso tudo, não era eu.
E que nestes momento me senti eu de novo. Como se ali, não fosse eu. Não era eu.

18 de outubro de 2011

És o melhor Pai do mundo

- És o meu Pai preferido! .... mas só porque não tenho tenho outro.
- Ná.... não é verdade. És um Pai impecável.
 :-)

Período de ajustamento


9 de outubro de 2011

8 de outubro de 2011

33%

Ana
Regressas com frequência às conversas que vou tendo. Comigo ou com os outros.
Por vezes tenho um sentimento estranho, por vezes como que devendo evitar falar de ti, outras vezes como necessitando de falar de ti.
Evitando falar do que é difícil e desperta sentimentos estranhos em mim e nos outros, ou manter viva a tua memória e presença.
Penso no que pensam os outros de mim por falar de ti assim com facilidade. No que pensam sobre o que éramos, e sobre a permanência do respeito e saudade. Penso no que imaginam eu sou hoje sem ti, como que se não me fosse permitido outra condição que não a da tristeza e distanciamento. A dor que deveria ter, ou que tenho e não sei mostrar. O medo de que pensem que não te amava.

Talvez deva de facto não pensar, agir apenas pelo impulso, pelo momento, com naturalidade..... se bem que tenha sempre este peso. Talvez deva de facto adoptar a verdade do Randy Pausch - se deixar de pensar no que os outros pensam de si, o seu tempo disponível aumenta em 33%.... porquê 33%?.... acredite em mim, eu sou um cientista!  :-)

Beijo
Sapo