29 de dezembro de 2012

Chuva

Hoje, mais um torneio, mais umas viagens e piscinas para cá e para lá. Senti uma saudade do sossego de te ter perto e de contar contigo para me ajudar a decidir e discutir as coisas. Senti-me sem apoio.
Não gosto de me queixar. Mas hoje senti isso e pensei que de facto nestes quatro anos tive de me desembrulhar, nem sempre bem, e procurar decidir o que não podia discutir. É verdade que discuti com outras pessoas e pedi opiniões e comentários, mas contigo era diferente pela simples razão de que tinhas uma autoridade suprema nas decisões sobre o rapaz. As preocupações, sentimentos e as decisões da Mãe são soberanas, e desempenhavas esse papel de forma absolutamente perfeita. Infelizmente acho que nunca te disse isso a tempo.
Agora não estás, eu improviso, mas por vezes, como hoje, no meio da chuva, da gata a fugir, do carro a avariar, do adiamento dos jogos, das mensagens sem respostas..... fiquei assim, com uma queixa e um cansaço atravessados. Desculpa. Já passa. Beijo.

22 de dezembro de 2012

Inverno

Hoje está assim o inverno, talvez não tão bonito como a foto ou quadro melhorados, mas belo de toda a forma.
Um dia que passarias com certeza à lareira. Como tanto gostavas. Um vício bom que me conseguiste pegar. A mim e ao rapaz.
Beijo.


20 de dezembro de 2012

Coisas de que gostarias


Etapa

E uma etapa fechou-se.
Ganhámos o processo em que nos acusaram injustamente de querer fazer algo de errado quando apenas querias fazer os tratamentos possíveis para ficares connosco. Ganhamos após 5 anos de tribunais, stress e pressão, de angústia e cansaço.
Tenho apenas pena que não estejas aqui para partilhar o alívio que é saber que a Justiça foi feita, e que o Juiz e o Tribunal da Relação perceberam, que nada do que fizeste foi alguma vez com má intenção. Tenho pena que não tenhas vivido para ver este momento, mas só 5 anos depois de começar chegou ao fim.
E tu não conseguiste acompanhar, nem sentiste este momento, porque ao fim de um ano tiveste de parar e desistir da tua tremenda luta.
Lamento apenas a angustia que viveste durante esse ano, e o desgaste adicional que te provocou. Fica a certeza que nada de mau acontecerá, nem prejudicará o rapaz, por via deste processo estúpido.
Finalmente arrumado o assunto. No mínimo justo, tu dirias.
Beijos.

Queria que soubesses......

14 de dezembro de 2012

Coisas de que gostarias


Tentar Perceber

Por vezes penso que o sentido de tudo me escapa. É como se só mais tarde a verdade das coisas me fosse revelada, e me sentisse quase espantado.
A propósito disto, algumas recordações de ti. Coisas que me disseste, experiências em conjunto, sentimentos não percebidos. Temo nunca encontrar forma de dizer e explicar. Temo nunca perceber. E no fundo esse é o sentimento que ao longo de todo este tempo mais me acompanhou. Tentar Perceber. Houve alturas em que achei o nome ridículo, outras em que me pareceu absurdo e infeliz... mas por vezes, raras vezes, parece-me exactamente aquilo que é. 
Tenho tentado perceber. O que aconteceu e o que acontece. Como aconteceu assim, e sobretudo se podia ter sido, e ser mesmo hoje diferente. Sempre esta sensação de não apanhar tudo, de não perceber tudo. Daí Tentar Perceber.

29 de novembro de 2012

27 de novembro de 2012

Perspectiva

Vão passar 4 anos.
A perspectiva muda. O tempo muda muita coisa, mas demora a mudar.
E eu demoro a perceber e em parte acho que nunca vou perceber..... vivo hoje talvez mais tranquilo com isso, mas é verdade que sempre tive esta sensação de que algo me escapa. Algo ou quase tudo.
Em quatro anos tanto mudou.
E em quatro anos quantas imagens tuas se solidificaram na minha memória. Quantas situações relembrei, algumas tanto tempo depois. E quantas coisas esqueci, com pena.
Penoso viver, como se de um grande castigo se tratasse. Penoso não por escolha ou por vontade, mas porque os factos assim implicam.... o sofrimento é incomparável, mas cada um tem a dimensão do seu dentro de si. E o mais tenebroso é a perda, a sensação de ausência e angustia da distancia impossível de transpor. Do que devia ter sido e não foi. Do que é irremediável.
Lembro-me de ti como uma companhia doce e suave em noites frias de aconchego terno. Lembro-me com saudade.

1 de novembro de 2012

Coisas de que gostarias

Dias

Há uns dias com boas recordações.
Beijo.

18 de outubro de 2012

Insólito

Insólito. Foi a palavra que me ocorreu quando vi e pensei..... Como reagirias? O que dirias? O que quererias que fosse diferente?

Seguimos em frente, bem sabes. Sem ti.
Tomámos a iniciativa de mudar, umas vezes por arrasto, outras porque sim, outras porque sentia uma inexplicável necessidade de avançar, de fazer coisas.
Mudámos de espaço, mudámos de contexto, deixamos de ver algumas caras que nos pressionavam sem saberem, e a quem não queríamos, nem queremos, mal. Senti coisas novas, diferentes, nem sempre boas.
Mas não me arrependo de ter mudado, só ainda não consegui terminar.

Mas quando vi esta figura insólita tirada na nossa casa nova, pensei - O que dirias?
Porque estraguei parte do que havia para poder fazer isto, porque isto foi tudo decidido por mim sem te consultar, sem tu saberes, destruindo o que quiseste fazer. E o que isso me custou e custa..........
Por tudo isso senti que havia algo de insólito nisto tudo.
Foi a palavra..... Insólito.
Espero que um dia chegue alguma paz.
Beijo.

Coisas de que gostarias


Fotografias

Ontem o nosso rapaz pediu-me fotografias para um trabalho na escola.
Pediu fotografias nossas. Da família. Disse que queria uma em que eu estivesse com ele.
Perguntei se queria alguma contigo. Hesitou. Vi-lhe no rosto. Tentei imaginar o que se passava dentro da cabeça dele.
Por um lado a ideia de que a Mãe não está aqui. Logo não faz sentido ter fotografias com ela. Depois a ideia que a Mãe não estar é um factor que ele não quer esconder, ou mesmo que quer mostrar. Fiquei apreensivo com isso. Por um lado isso pode ter um lado bom e um lado menos bom. Por outro pensei que queria mostrar fotografias actuais e nesse caso não há de facto solução. que não queria aparecer nas fotos como bebé. O que é compreensível. Tomei nota para mais tarde voltar ao tema com ele.
O que é claro é que ele sente um vazio e uma saudade. mas também é claro que cada vez mais sente uma ausência que não sabe explicar. Uma memória que se distancia. Que não é resolúvel.
Penso que com tempo, a situação se clarifica. O que me parece é que a situação é tranquila. E isso é muito bom. Gostava que fosse diferente, mas não tenho solução. Sentir que é um sentimento tranquilo já é bom.
E vou com certeza far mais com ele sobre isso.
Beijo

16 de outubro de 2012

Sítios de que gostarias


Céu

Hoje de manhã cedo, o céu estava deslumbrante. O sol estava a nascer, as núvens altas formavam uma longa mancha, com uma linha bem definida. O sol batia por debaixo, e as núvens, douradas, pareciam estar ali para nos lembrar de alguma coisa.
A mim, estes momentos fazem-me sempre sentir pequeno. Insignificante. E sobretudo estúpido. Eu explico....
Porque é de facto uma estupidez viver desta forma, fechado constantemente em salas de ar forçado, condicionado, muito frio ou muito quente, mal cheiroso. Fechado em edifícios feios com janelas sujas, dentro de carros feios, em longas horas de trânsito absurdo.
E sentir assim de repente que há um céu para ver, todos os dias, que está lá para ser visto, faz-me sentir que estou a viver uma vida feia que não quero, sem contacto com o mundo, como se vivesse num mundo à parte, de plástico, gasóleo e pó, fechado sem ver a luz, sem sentir o vento, sem cheirar o campo e o mar.
E isso tudo está lá todos os dias. E como que fugimos disso, feitos parvos. Estúpidos.
Se estivesses aqui terias adorado este céu. Eu tenho a certeza.
Beijo.


29 de setembro de 2012

Tempo

O tempo corre.
Passou muito, sem novidades e sem razão.
Não deixei de sentir os dias, em especial os especiais. Os teus 45 anos se estivesses cá.
O teu papel se estivesse perto dele, como seriamos contigo cá?
As opções que tomei, como seriam vistas e discutidas?
Como reagirias. Como seria tudo?
Beijo
Saudade
Sapo.

17 de agosto de 2012

Coisas de que gostarias


Quinta

Voltei à quinta. Desta vez em força.
Desmantelei uma série de coisas, e trouxe para casa coisas boas que nos podem ser úteis.
É um sentimento terrível destruir e desmantelar o que construímos (ou construíste para ser mais verdadeiro), com tanta dedicação e vontade.
Dói. E custa.

Tive um pesadelo terrível no dia seguinte, misturado com a degradação do espaço, inevitável para uma casa de campo que não é usada desde 2008, o pesadelo até parecia ter continuação depois de acordar.... não dormi das 2h30 às 5h00... só depois vencido pelo cansaço.

O espaço está de facto degradado, sujo, imundo, e isso é violento para mim e é sobretudo muito triste.
Se visses aquilo agora..... zangavas-te fortemente comigo.
Mas estou a tentar fazer o que é melhor e racional. Dar um fim útil a coisas boas e deixar a quinta limpa para no futuro alguma coisa se fazer....... se houver tempo e dinheiro... e se o rapaz quiser. Apesar de custar, sinto-me melhor por ter feito alguma coisa. E vou tentar fazer melhor. Beijo.

11 de agosto de 2012

Treino

Depois de um dia bom de conversas e descontracção. De passeios e sandes à beira mar.
Ontem, depois do treino de ténis.
- Pai, este foi o melhor treino da minha vida....
E ao jantar, à noite.
- Pai, ainda me lembro da noite em que me deste a minha raquete. Eu estava na cama a ver bonecos, e a brincar com as bolas de squash, tu deste-me a raquete e eu fiquei ansioso por a experimentar.
   Ainda tinha aquele plástico no punho, e aquela coisa presa nas cordas, que eu empurrei para sair, e se espalharam uns pedaços de plástico na cama.
   Lembras-te?

Living

All the art of living lies in a fine mingling of letting go and holding on.

--- Havelock Ellis

9 de agosto de 2012

1 de Agosto

Mais um 1 de Agosto passou. A data que convencionámos ser a do inicio do nosso namoro e que sistematicamente esquecíamos de celebrar.
Por vezes, eu ou tu lembrávamos a data, e surpreendíamos o outro com uma prenda. Foi sempre uma coisa mais ou menos levada a sério. Mais ou menos a brincar.
Este 1 de Agosto passou, e custa-me reconhecer que não me lembrei. É assim, já era assim, mas sem estares aqui custa de outra forma. Não é mais nem menos. É apenas assim.
Beijo. Sapo.

30 de julho de 2012

Livros

Por falar em livros.
O nosso rapaz surpreendeu-me mais uma vez.
Houve uma feira do livro na escola. Pegou no seu dinheiro, compro-me o livro de memórias do Sting.
Fiquei quase sem palavras, mais uma vez.
Porque mais uma vez o nosso rapaz me surpreendeu pela iniciativa, pela ideia, pela motivação, pela sensibilidade, pela inteligência no fundo, com que fez tudo.
Para mim há sempre qualquer coisa de místico nestes gestos dele. Há qualquer coisa de invulgar, de inalcançável no gesto.... que acho magnifico, me surpreende e simultaneamente me enche de orgulho.
Sabes o que quero dizer? Foi tudo algo pensado por ele. Mas depois, em alguns momentos, faz-me lembrar de ti e dos teus gestos semelhantes nos anos que vivemos juntos...... Sei que é estranho dizer, mas é como se por pequenos instantes estivesses aqui, connosco, sentisses e aprovasses estes gestos fantásticos. Difícil explicar....
Não lhe quero tirar todo o mérito que tem, toda a importância de um gesto que não se ensina, está dentro, só pode estar dentro dele. Um gesto magnifico. Pela simplicidade mas também pela profundidade e grandeza.
Gostava que visses estes momentos. Tenho um orgulho imenso no nosso filho. E tenho a certeza que terias também. 

Férias

Férias com os nossos sobrinhos que adoram vir até cá. Ela sempre muito compenetrada, ele sempre muito aéreo e divertido.
O nosso rapaz nas núvem porque tem companhia. Sempre na busca de companhia e na ânsia do que fazer a seguir. Nisso saiu completamente a ti.
Pergunto-me muitas vezes como seria tudo isto contigo cá. a comandar, a organizar. Imagino-te a tratar de tudo e a por tudo a marchar. Eu mais relax exactamente por assumires esse papel.
Não estás, mando eu marchar, mas não é com certeza a mesma coisa que seria. Nem eles marcham tão bem, nem eu mando tão bem. Mas vou improvisando, eles vão ganhando autonomia com a idade, eu vou tendo tempo para ler, finalmente,..... e assim se passam os dias. Beijo.

29 de julho de 2012

28 de julho de 2012

Hawaiian Rules

Algo me fez lembrar de ti. Talvez a simplicidade e humor das frases.
Seria capaz de apostar que ias gostar, sobretudo da última :-)
Beijo

Never judge a day by the weather
The best things in life aren't things
Tell the truth - there's less to remember
Speak softly and wear a loud shirt
Goals are deceptive - the unaimed arrow never misses
He who dies with the most toys - still dies
Age is relative - when you're over the hill, you pick up speed
There are two ways to be rich - make more or desire less
Beauty is internal - looks mean nothing
No Rain - No Rainbows

-- Kimo's Hawaiian Rules

Coisas de que gostarias


27 de julho de 2012

Más recordações

No dia em que lhe disse que tinhas morrido, um dos piores dias da minha vida, quando lhe dei a noticia, da forma que podia e sabia, da forma mais suave que encontrei para dar uma noticia horrível e brutal, ao ouvir, ele encolheu-se como um feto, disse apenas - não!, e chorou..... fiquei sem saber o que fazer por uns segundos, como se não lhe pudesse tocar... impotente, perdido, desconsolado e só.... e depois desses segundos horríveis, longos, enormes, de completa impotência e angústia, chamei-o para o meu colo e dei-lhe o abraço mais terno que consegui, pelo maior tempo, com a maior expressão que consegui...... Segurei-o, reconfortei-o e chorei com ele.

Dei-lhe essa noticia no parque de estacionamento do cemitério, perto da casa dos meus Pais. Não escolhi o sítio. Aconteceu assim. Não queria dizer-lhe muito mais tarde, precisava de lhe dizer se não rebentava a cabeça de tanto pensar. Não queria nem podia esperar mais. Foi ali como podia ter sido noutro sítio. Só queria que fosse uma conversa entre nós dois.

E assim foi, como te descrevo aqui.
Anos mais tarde, um dia ao passar pelo mesmo sítio, ele fez-me o seguinte comentário que me deixou petrificado; - Tenho más recordações deste sítio.
Gelei. Quase sem saber o que dizer.
Disse apenas; - Acredito.

26 de julho de 2012

Enfrentar

No outro dia, cansado de navegar aleatoriamente a web, encontrei uma frase que dizia algo mais ou menos como - Há que aprender a esperar que as coisas se resolvam. Porque tudo acabará por se resolver de uma forma ou de outra.
Não sei se é verdade. Mas é verdade que há coisas que demoram.
E não sei muita coisa. Só sei que demora de facto. E custa.

Vou hoje à quinta, enfrentar de novo o que fazer. Pensar de novo que sentido um dia poderá aquilo ter.
A quinta era um projecto teu..... às vezes, parece-me hoje, servia quase como um escape. Quase uma determinação de fazer algo de bom e que sabias eras capaz. Uma coisa que viveste, sentiste e imaginaste talvez como mais nada.
E hoje, é um espaço triste a abandonado.
E eu não sei o que pensar, quanto mais o que fazer.
Será que um dia, também isto, se vai resolver?

25 de julho de 2012

Sitios de que gostarias


Stress Test

- Pai, o que é esta coisa do stress teste? Tem mesmo a haver com stress...?
- É uma forma de avaliar os Bancos. Perceber, no mundo de hoje, se os bancos......
- Mas é mesmo assim às pessoas... para ver o stress das pessoas?
- Não... eh eh eh! É para ver como funcionam os bancos. Não é às pessoas, é às empresas. No fundo é uma forma.....
- Ah! Ainda bem! Se fosse às pessoas tu ganhavas a todos....

Lamento

Há um tema sobre o qual tenho escrito de tempo a tempo, em rascunhos que depois não termino. Sobre a forma perdida como me sinto às vezes.
O desespero e angústia que sinto, tem que ver com a minha maneira de ser, e isso não interessa nada aqui, mas foi invadido pela dúvida de sentir se consigo estar a fazer tudo bem. Um sentimento de angústia e saudade, tristeza e desespero.
Desde que morreste que me pergunto por vezes - como foi possível ter voltado a rir? Como foi possível permitir que os outros se riam? Como foi possível esquecer nem que seja por um instante só, o sofrimento que viveste e que eu senti nos dias juntos. Meses e meses de altos e baixos, meses e meses de angústia, de esperanças vãs em melhoras impossíveis.
Os medicamentos experimentais, as esperanças dos reforços do sistema imunitário, o teu lindo cabelo a desaparecer, a tua boca a deformar-se, a tua cara, o teu corpo, a inchar e transformar-se, as dores que sentias, o cansaço, a tristeza. E depois a tua morte, fria e brutal, numa cama horrível de um hospital horrível.....

Quando penso nisso tudo, e quando sou esmagado por essa memórias, sinto quase como que uma revolta em mim, que me diz que tenho de sair deste sentimento, principalmente por ele. Que não posso fica aqui, que não adianta, que não resolve. Mas ainda assim.........
Ainda assim gostava de saber mais coisas, de interpretar melhor as coisas, de perceber melhor o que se passou e passa. Queria perceber melhor este sentimento de não ter feito tudo bem.
E lamento não conseguir expressar tudo e clarificar tudo.

Queria ter algumas certezas que não tenho. Queria abrandar para pensar, para sentir, para decidir que rumo tomar. E sinto que estes anos não tiveram rumo. Tiveram uma espécie de deriva, centrada nele e na necessidade de encontrar coisas que lhe agradem e que o façam crescer melhor. Mas de resto tudo foi uma deriva. E o sentimento, agora, neste momento, é que a deriva se iniciou de uma forma que até pareceu interessante, e depois perdeu o pé, e foi transformada em mais angústia. E é essa angústia adicional que lamento. E que parando para ver, me faz senti mal comigo próprio.
Talvez não soubesse fazer melhor. Mas podia e devia pensar mais antes de viver desta forma desordeira e por arrasto. Mantenho a sensação de que o futuro dele está salvaguardado, e que da melhor forma que sei e posso, o tenho protegido. Salva-se isso.

Mas queria de facto outra determinação. queria de facto outra paz. E a tua ausência nunca me poderá trazer isso.... eu sei... mas gostava de conseguir perceber melhor as coisas.
Sentir algo que não sinto,....... sentir algo que sei é impossível.
Sentir que percebes e concordas. Que me perdoas as falhas, e concordas com as acções.
Lembras-te dos sinais? Beijo. Saudade.

18 de julho de 2012

Tempo

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

-- Fernando Pessoa

17 de julho de 2012

Momento

Sempre me perguntei se se poderiam definir os momentos marcantes na vida. Como em tudo.
Como aquela velha ideia de ser possível identificar o momento em que o mundo entrou em colapso, o momento de viragem, em que o caos ganha à ordem, em que a poluição que geramos inicia a cavalgada descontrolada e sem retorno, que nos conduzirá à extinção. O momento em que o mundo perde definitivamente o equilíbrio, e a natureza, como a conhecemos, inicia o caminho do fim.
Sempre perguntei se isso seria possível. E o que faria se pudesse parar o momento e reverte-lo.
Vem isto a propósito do quê?
De uma ponte e de me ter recordado de ti.
De uma ponte que estabeleci hoje, com a vida do nosso rapaz.
Sabes, ele está muito giro, cresceu, emagreceu, perdeu um pouco, mas ainda não totalmente, as feições de bebé que conheceste. Está alto para a idade. Ainda tem umas bochechas e uma barriguita de menino, mas já se nota no corpo, e na postura, um rapaz a aparecer. Um homem em formação.
1,84m, mais ou menos 5 cm, dizia a avaliação da FMH deste ano.
E embora tenha visto e comentado este facto várias vezes, hoje, no ténis (outra vez o ténis) com a roupa nova, com muito estilo, com muita graça, mostrava um ar compenetrado de um adolescente a despontar. Com graça. Com pinta. Gostava que o visses.
E achei que hoje, podia ser um momento desses. Um momento de definição. O momento, por absurda que seja a minha observação, em que o nosso rapaz entrou na adolescência.
Seria uma adolescência que tu adorarias viver, sem dúvida. Na tua forma aventureira, divertida, companheira, que tinhas. Seria como que uma segunda adolescência para ti, penso eu.
E hoje senti esta vontade de te escrever.
Que permanece.
A vontade de tentar perceber, o que aconteceu e está a acontecer.
Beijo. Sapo.

22 de junho de 2012

21 de junho de 2012

Recomeçar

"Recomeçar - Miguel Torga"

Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...

18 de junho de 2012

Datas

Datas e mais datas.
Mais um aniversário do rapaz. e eu no meio, sempre a fazer o papel do palhaço alegre, que está bem e se ri de tudo, conta coisas giras e parece não ter problemas nem dificuldades nenhumas. Sempre a fazer tudo, a resolver tudo, a tentar fazer melhor e a calar cá dentro a sensação de não conseguir. A deixar uma inevitável imagem de pateta alegre, de palhaço pobre.
Fiz um lanche para os 23 convidados :-) e mais os adultos. Festa de aniversário com amigos que vai deixar de encontrar, provavelmente, e que vai progressivamente perder. Festa divertida, com as meninas para um lado os rapazes para o outro. Uma invenção da idade.
Uma festa com lanche, como já disse. Feito por mim, como é hábito, e que no meio da sua preparação, do nada, talvez pelo cansaço, pela preocupação, pelas minhas limitações pela falta de tranquilidade, falta de paz, chorei. Desatei a chorar do nada, com um sentimento apenas. O sentimento de que gostarias de estar aqui, de como seria bom para ele que a Mãe estivesse aqui, de como seria diferente e tranquilo que a Mãe o visse e ele visse a Mãe.
E do nada, desse sentimento, e de umas palavras que me saíram da boca em voz alta, chorei. Disse para mim próprio que estou cansado, e que não consigo fazer tudo bem........ que preciso de descansar.
Ninguem ouviu. Talvez apenas só tu. Será? Isso não sei.
Mas sei uma coisa.
Que tu, agora, compreenderias.
Eu sei.
Saudade. Beijo.

11 de junho de 2012

Falta pouco.....


Cena

Aquela da cena da melancolia, fez-me pensar.
Mas não. Não é melancolia. É respeito. Saudade, e uma tentativa sempre frustrada de corrigir algo.
Gostava de um dia poder explicar ao rapaz que estive aqui, de vez em quando, a falar de ti, de nós, dele, com respeito por ti, com saudade e com um sentimento de que nem tudo foi bom, mas que muito de bom se perdeu.
Há um lado incompreensível na tua morte.
Eu não consegui ainda perceber. Mas não desisto de tentar.
Daí, continuo, a tentar perceber.
Beijo
Saudade.

29 de maio de 2012

Estivemos aqui....

Talvez a viagem da nossa vida juntos.
Apareceu do nada, como uma dádiva caída, resultou numa aventura a dois, com momentos bonitos.
Jantámos em Times Square. Foi incrível.
No dia seguinte tirámos uma foto os dois, sentados no banco de autocarro. Para todos os efeitos e sem explicação, a foto nossa de que sempre mais gostei.
Beijo.

28 de maio de 2012

Posso citar Freud?.....

.... desejo que se faça o luto e não a melancolia.

Hum....
Pensei e repensei nesta frase nas últimas semanas. Será que isto é luto, será que é melancolia?
Para mim sempre senti como sendo respeito. É a palavra que melhor descreve.
Não sei. Será melancolia? Será necessidade de não esquecer?
Será luto? Será o quê?
Serei eu apenas e a minha cabeça a tentar fazer as pazes comigo?

20 de maio de 2012

1 de maio de 2012

26 de abril de 2012

Abril

Este mês de Abril foi terrível. De uma pressão tremenda no trabalho, de uma angústia permanente, de um cansaço, físico, psicológico, até mesmo com consequências no meu estado de saúde, dificuldade em estar alerta, baixa de tensão, pouco sono, muito poucas horas de sono.
Um desgaste tremendo e um desconforto muito grande com o trabalho, uma desilusão permanente, um desinteresse, uma dificuldade sequer em falar com as pessoas (algumas das pessoas) com quem tenho de trabalhar. Tudo isso rodeado de uma falta de consideração, de respeito mesmo, que é difícil de descrever.
E no meio disso tudo, na descida para o viaduto Duarte Pacheco, do nada, de uma memória, de um som de um pensamento, voltei a chorar por teres morrido, assim, com dor, com sofrimento.

15 de abril de 2012

9 de abril de 2012

Falar

Dias confusos estes. Dias de stress e muita confusão em simultâneo. Muita coisa a acontecer, muita falta de tranquilidade e paz. E no meio disso tudo algumas lágrimas ao ver um filme, umas lágrimas estranhas com cenas bem interpretadas, é certo, mas porque lá por detrás há outras memórias e outros sentimentos que te envolvem. Falei de ti quase todos os momentos e em quase todas as conversas deste fim de semana. Estranho esse sentimento, como se tivesse de falar de ti, como que se de uma necessidade se tratasse..... Estás cá, preferia que de forma mais tranquila, mas estás cá, frequentemente. Queria ter outra paz e segurança, falar de ti assim por vezes até me parece ser um pouco ridículo.... mas sinto essa necessidade. Como que preciso de falar de ti, de dizer aos outros, lhes lembrar, que tu exististe.
Beijo.

2 de abril de 2012

31 de março de 2012

Coisas de que gostarias


Silêncio dos bons

"O que me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem carácter, nem dos sem ética.
O que me preocupa é o silêncio dos bons!"

-- Martin Luther King Jr

27 de março de 2012

Obsessed

Two traveling monks reached a river where they met a young woman. Wary of the current, she asked if they could carry her across. One of the monks hesitated, but the other quickly picked her up onto his shoulders, transported her across the water, and put her down on the other bank. She thanked him and departed.

As the monks continued on their way, the one was brooding and preoccupied. Unable to hold his silence, he spoke out.

"Brother, our spiritual training teaches us to avoid any contact with women, but you picked that one up on your shoulders and carried her!"

"Brother," the second monk replied,
"I set her down on the other side, while you are still carrying her."

24 de março de 2012

Confuso

Às vezes é confusa a tua ausência.
Uma sensação de falta, misturada com pena de não estares presente, uma sensação de quase naturalidade por ser assim como é, que custa a engolir, que custa a aceitar.
Uma estranha sensação de que não estou a fazer nada bem, porque se fosse bem feito não era admissível que fosse assim. Substituída depois pela necessidade de fazer coisas e de avançar.
Acho que nem sei explicar. Custa-me. Fico confuso.

18 de março de 2012

Coisas de que gostarias


Fotos

Na última semana reunimos as fotografias que queríamos, há muito, organizar no quarto do rapaz. Juntámos uma foto tua, grande, tirada pela tua Mãe ainda antes de eu te conhecer. Eras novinha, bonita, com o cabelo grande e as pernocas rechonchudas. Estás muito bonita nessa foto.
Depois apareceram mais. Tu com os golfinhos. Tu com ele bebé ao colo. Nós os três já contigo muito doente. Mais duas contigo e ele na praia, bebé, com os teus óculos de sol na cara. Muito giras por sinal.... já contigo a utilizar a cabeleira imposta pela quimioterapia.
Recordo sempre com um misto de saudade e tristeza estas fotos, em que apareces com sinais de doença, e do sofrimento terrível que viveste.
O que resultou daqui foi um grande número de fotos tuas, justapostas, criando quase que um santuário que era exactamente aquilo que eu não queria, e temia. Ele pareceu tranquilo com isso. Mais do que eu.
Assim, hoje, numa noitada, imprimi uma série de fotos dele, principalmente dele, em que propositadamente tu não apareces, e eu apareço pouco. A intenção é clara. É mesmo essa. E no entanto não me deixei de sentir um pouco mal com isso, e por isso vim aqui pedir-te...... talvez melhor.... saber, se compreendias e se me perdoavas esse gesto que me custou tanto. Quase que temi interiorizar que te esquecia ou apagava. Sabes. Não é de todo isso. E vim aqui para saber se percebias........
Beijo.

8 de março de 2012

Wound

"Frequency of a tragedy does not diminish the wound when it is your own."
--- Linda Berdoll

26 de fevereiro de 2012

Coisas de que gostarias


.... o mesmo que disse

Há duas coisa infinitas, o universo e a estupidez humana......
.... mas não tenho a certeza relativamente à primeira.

Einstein

If you want to live a happy life, tie it to a goal, not to people or things.
--- Albert Einstein

20 de fevereiro de 2012

Futuro

Algures no tempo, ainda na 4ª classe, uma frase dele afixado na parede da sala de aula....

"Se eu pudesse viajar no tempo, escolhia viajar para o passado, porque o futuro eu vou conhecer, mas o passado já não".

18 de fevereiro de 2012

Coisa de que gostarias


Ténis

- Sabes que ainda foi a Mamã que te inscreveu no ténis.......
- A sério Pai? Não sabia ?
- Sim foi ela. Sabes que a escola de ténis na altura não era como agora... não tinha pessoas com muito interesse, nem os treinadores tinham assim muita qualidade.... às vezes faltavam..... e tu próprio acabaste por desistir....
- Sim eu lembro-me Pai, os treinos eram uma seca.......
- Depois um dia eu passei aqui e a escola estava aberta de novo, com novos professores...... inscrevi-te de novo, e foi este sucesso que se vê....
- Pois Pai foi muito bom, eu gosto mesmo de jogar.

Carimbo

Expliquei como se fazia um carimbo com uma batata e uma faca....

- Cortas a batata, com a faca desenhas o que queres, na superficie lisa, pões tinta e prontos.....
- Sim. Lembro-me de fazer isso com a mamã......

15 de fevereiro de 2012

1 de fevereiro de 2012

Memória da Ana - Texto de 22/09/2009

Pela memória da Ana. Lembrar a sua força, o seu desígnio, a sua vontade.
A impressão que causava nas pessoas.
Algo de positivo, de encorajador.
Algo de veloz mas sentido, algo pensado mas com fim e objectivos.
Para a Ana, com saudade e amor.
Para a Ana. Conhecer-te foi o melhor que me aconteceu na vida. Transformaste-me, deste-me o melhor que tenho. Acompanhei-te nos melhores e piores momentos e no entanto, foste-te embora tão cedo.

31 de janeiro de 2012

Compassion

We must each lead a way of life with self-awareness and compassion, to do as much as we can. Then, whatever happens we will have no regrets.
-- Dalai Lama

30 de janeiro de 2012

Pai

Não te preocupes........ o mundo dos adultos é que é complicado. O das crianças não é!!!

21 de janeiro de 2012

Coisas de que gostarias


Móveis

Hoje, na festa de anos da Mariana, quando me despedi dele, comentei.... - Vê lá se te portas bem, não faças aquelas cenas do costume.......
E ele - Eu ?..... Estás a falar daquela coisa de partir os móveis e assim ?.....
:-)

E giro ver que já alinha neste tipo de brincadeiras, e responde no momento.
E sabes.... tem um humor muito parecido com o que tu tinhas.
Beijo.

15 de janeiro de 2012

Golfinho

Uma das tuas mais importantes memórias, que ainda não constava aqui. Pelo menos neste formato.
Tinhas uma paixão pelos golfinhos.
Na minha viagem a Cabo Verde, trouxe-te um golfinho de pedra, preto e pequeno, que usavas num colar à volta do pescoço. Tínhamos trinta e poucos anos, e éramos uns palermas adolescentes.
Uma vez na praia, nas conversas de namorados, disseste-me que gostavas de mim como de um golfinho. Eu percebi que gostavas de mim como de um copo de vinho. Chorámos a rir durante horas com essa palermice. Mesmo muitos anos mais tarde, a frase servia para nos rirmos de nós.
Eram os nossos melhores momentos, quando ainda nada de mau se tinha passado, o tempo era nosso, e embora com dúvidas e angústias, vivíamos ao sabor do momento, com paixão.
Foram os nosso melhores momentos, eu diria.
Anos mais tarde disseste que nunca tínhamos tido tempo para namorar. Em parte é verdade, esse foi o verão, o único verão, em que namorámos de facto sem a pressão das doenças e o stress e dor dos tratamentos e efeitos secundários. Mas sempre achei que namorámos de facto. No entanto essa tua frase marcou a nossa relação, marcou-me a mim, e repeti-a muitas vezes.
Sempre adorei a forma e a lucidez como vias essas coisas que a mim me escapavam, por natureza, por feitio. Surpreendeste-me com essa frase, e com outras que vou deixando aqui. Beijo.

14 de janeiro de 2012

Orgulho

Queres ouvir uma incrível do teu filho? Ontem no ténis espalhou-se ao comprido, aleijou-se mesmo. No caminho para casa perguntei-lhe como estava, se se tinha magoado. Disse-me que não.
- Sabes Pai, quando caímos, o que nos magoa mais é o orgulho......
- Grande frase, sim sr. Onde leste ?
Ele muito zangado - Então Pai, fui eu que pensei!!!!

Sítios de que gostarias


13 de janeiro de 2012

12 de Janeiro

Ana
Em 12 de Janeiro de 2005 ligaste-me para me dizer - "Ele voltou.....".
Choravas ao telefone, eu estava no trabalho. Saí e fui a chorar até casa, ao volante. Lembro-me de discutirem comigo no trânsito, um tipo com uma carrinha kangoo laranja de uma empresa qualquer, a buzinar e aos gritos comigo. Eu a encolher os ombros e as lágrimas a caírem-me pela cara.
"Ele voltou" era a pior noticia de todas. E tu esperaste pelo dia seguinte aos meus anos para levantares os resultados, saberes, e me dares a noticia. A pior noticia. A noticia de que de alguma forma estavas à espera.
Foi o inicio de mais uma batalha, uma longa luta, uma longa angústia, um desespero e um sofrimento indescritível para ti.
Esperaste para não me dares a noticia no meu dia de anos, e eu acho que nunca te agradeci, nem que reconhecia como tinha sido cuidadoso da tua parte. Obrigado.
Beijo
Sapo

7 de janeiro de 2012

Os discos - Harvest Moon

Ana
Houve vários discos na nossa vida, mas concordavas com certeza que há um com um significado especial.

Namorámos horas na companhia deste disco.
Passámos os melhores momentos de paz a ouvir este disco, deitados no teu colchão, no chão da casa velha, com as mesas de cabeceira feitas de tijolos embrulhados em lenços. Os teus livros na prateleira de madeira, o rádio da sony que ainda hoje está comigo. Hoje já meio fanado e sem conseguir ler cds.
Colocávamos o disco em loop e ouvíamos as mesmas músicas sem nos cansarmos. Conversávamos, namorávamos e continuávamos a ouvir como se não nos cansasse nunca.
Chegamos a dizer um ao outro que um dia teríamos de começar a ouvir outras músicas :-)

Depois havia (e há) qualquer coisa nesta capa. Algo de fantasmagórico, de bonito e estranho ao mesmo tempo. Um espantalho ao luar? A figura do Neil Young estilizada sobre a paisagem de um lago? Que raio de roupas seriam aquelas? Mas lembro-me que gostavas da capa...
Foi um dos discos da nossa vida. Com tempo continuo a falar de outros.
Beijo.

5 de janeiro de 2012

Coisas de que gostarias


House of games

Dr. Littauer: 
- When you have done something unforgivable, Ill tell you exactly what to do. You forgive yourself.

2 de janeiro de 2012

Dia (continuação)

E surpreendentemente este dia não foi mais fácil do que o de ontem.
Dou por mim sem gosto em estar com as pessoas. sem vontade de conversar, sem paciência.
Só queira estar sossegado e tranquilo. E hoje, mais uma vez, só consegui isso num curto espaço de tempo.
Queria estar sozinho. E isso não consegui nem um minuto, a não ser agora, a esta hora, e também por pouco tempo.
Enfim. Uma fase. Espero que seja uma fase.

1 de janeiro de 2012

Dia

Que dia longo e interminável este.
Que cansaço e desgaste.
Finalmente o sono e o regresso aos ciclos normais e claros. Sem angústias forçadas pelos dias especiais.
Vamos ver como vai ser este ano. As "resoluções " estão discutidas e fechadas com o rapaz. Vamos ver.
Beijo.