Este mês de Abril foi terrível. De uma pressão tremenda no trabalho, de uma angústia permanente, de um cansaço, físico, psicológico, até mesmo com consequências no meu estado de saúde, dificuldade em estar alerta, baixa de tensão, pouco sono, muito poucas horas de sono.
Um desgaste tremendo e um desconforto muito grande com o trabalho, uma desilusão permanente, um desinteresse, uma dificuldade sequer em falar com as pessoas (algumas das pessoas) com quem tenho de trabalhar. Tudo isso rodeado de uma falta de consideração, de respeito mesmo, que é difícil de descrever.
E no meio disso tudo, na descida para o viaduto Duarte Pacheco, do nada, de uma memória, de um som de um pensamento, voltei a chorar por teres morrido, assim, com dor, com sofrimento.
Ana. Queria tentar perceber o tempo que passou e que continua a passar. Tentar perceber para onde foi tudo o que viveste, tudo o que sentiste, tudo o que fizeste. Tentar perceber o que aconteceu, porque aconteceu assim, como é possível não estares aqui? Se conseguisse, gostava também de guardar algumas memórias para o futuro. Escrever para não esquecer coisas tuas e coisas nossas. Escrever por vezes sem saber muito bem porquê nem para quê, à espera que um dia, algo faça sentido. Beijo. Saudade.
15 de abril de 2012
9 de abril de 2012
Falar
Dias confusos estes. Dias de stress e muita confusão em simultâneo. Muita coisa a acontecer, muita falta de tranquilidade e paz. E no meio disso tudo algumas lágrimas ao ver um filme, umas lágrimas estranhas com cenas bem interpretadas, é certo, mas porque lá por detrás há outras memórias e outros sentimentos que te envolvem. Falei de ti quase todos os momentos e em quase todas as conversas deste fim de semana. Estranho esse sentimento, como se tivesse de falar de ti, como que se de uma necessidade se tratasse..... Estás cá, preferia que de forma mais tranquila, mas estás cá, frequentemente. Queria ter outra paz e segurança, falar de ti assim por vezes até me parece ser um pouco ridículo.... mas sinto essa necessidade. Como que preciso de falar de ti, de dizer aos outros, lhes lembrar, que tu exististe.
Beijo.
2 de abril de 2012
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