Datas e mais datas.
Mais um aniversário do rapaz. e eu no meio, sempre a fazer o papel do palhaço alegre, que está bem e se ri de tudo, conta coisas giras e parece não ter problemas nem dificuldades nenhumas. Sempre a fazer tudo, a resolver tudo, a tentar fazer melhor e a calar cá dentro a sensação de não conseguir. A deixar uma inevitável imagem de pateta alegre, de palhaço pobre.
Fiz um lanche para os 23 convidados :-) e mais os adultos. Festa de aniversário com amigos que vai deixar de encontrar, provavelmente, e que vai progressivamente perder. Festa divertida, com as meninas para um lado os rapazes para o outro. Uma invenção da idade.
Uma festa com lanche, como já disse. Feito por mim, como é hábito, e que no meio da sua preparação, do nada, talvez pelo cansaço, pela preocupação, pelas minhas limitações pela falta de tranquilidade, falta de paz, chorei. Desatei a chorar do nada, com um sentimento apenas. O sentimento de que gostarias de estar aqui, de como seria bom para ele que a Mãe estivesse aqui, de como seria diferente e tranquilo que a Mãe o visse e ele visse a Mãe.
E do nada, desse sentimento, e de umas palavras que me saíram da boca em voz alta, chorei. Disse para mim próprio que estou cansado, e que não consigo fazer tudo bem........ que preciso de descansar.
Ninguem ouviu. Talvez apenas só tu. Será? Isso não sei.
Mas sei uma coisa.
Que tu, agora, compreenderias.
Eu sei.
Saudade. Beijo.