17 de julho de 2012

Momento

Sempre me perguntei se se poderiam definir os momentos marcantes na vida. Como em tudo.
Como aquela velha ideia de ser possível identificar o momento em que o mundo entrou em colapso, o momento de viragem, em que o caos ganha à ordem, em que a poluição que geramos inicia a cavalgada descontrolada e sem retorno, que nos conduzirá à extinção. O momento em que o mundo perde definitivamente o equilíbrio, e a natureza, como a conhecemos, inicia o caminho do fim.
Sempre perguntei se isso seria possível. E o que faria se pudesse parar o momento e reverte-lo.
Vem isto a propósito do quê?
De uma ponte e de me ter recordado de ti.
De uma ponte que estabeleci hoje, com a vida do nosso rapaz.
Sabes, ele está muito giro, cresceu, emagreceu, perdeu um pouco, mas ainda não totalmente, as feições de bebé que conheceste. Está alto para a idade. Ainda tem umas bochechas e uma barriguita de menino, mas já se nota no corpo, e na postura, um rapaz a aparecer. Um homem em formação.
1,84m, mais ou menos 5 cm, dizia a avaliação da FMH deste ano.
E embora tenha visto e comentado este facto várias vezes, hoje, no ténis (outra vez o ténis) com a roupa nova, com muito estilo, com muita graça, mostrava um ar compenetrado de um adolescente a despontar. Com graça. Com pinta. Gostava que o visses.
E achei que hoje, podia ser um momento desses. Um momento de definição. O momento, por absurda que seja a minha observação, em que o nosso rapaz entrou na adolescência.
Seria uma adolescência que tu adorarias viver, sem dúvida. Na tua forma aventureira, divertida, companheira, que tinhas. Seria como que uma segunda adolescência para ti, penso eu.
E hoje senti esta vontade de te escrever.
Que permanece.
A vontade de tentar perceber, o que aconteceu e está a acontecer.
Beijo. Sapo.

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