31 de dezembro de 2013

Coisas que gostarias - O nosso Abelharuco

O nosso Abelharuco, que tanto fascínio nos criou, e que tantas recordações me trás. Aqui visto num par e com uma prenda no bico. 
A legenda - European Bee-Eater (Merops apiaster)

Um beijo.
Saudade.

18 de dezembro de 2013

Tristeza

Ana
Às vezes invade-me uma tristeza tão profunda, tão dolorosa que as lágrimas tentam aparecer. Contenho tudo porque não quero conversas com ele sobre estes sentimentos. Não quero neste formato, mas quero sempre e falo sempre de ti com ele. Só não quero que ele sinta o mínimo influenciado por mim.
A tristeza tem normalmente origem em recordações antigas e no percurso até aqui.
Como teria sido diferente para ele ter a Mamã ao seu lado. Na altura e ainda agora que está a ficar um homem. E eu como seria se te tivesse aqui ao meu lado e não tivesse estes momentos de vazio.
Beijo.

17 de dezembro de 2013

What

What I resist, persists. What I accept, flows.

12 de dezembro de 2013

30 de novembro de 2013

Se eu morresse agora

Se eu morresse agora, gostava que fosse de uma forma tranquila. Quem não desejará isso?
Gostava do meu último sentimento ser de missão cumprida, de ter deixado para trás algo de bom, de melhor, na cabeça e nas mãos do nosso filho. Gostava de lhe ter deixado alguns sentimentos válidos e que lhe permitam ter uma vida calma e tranquila, e sobretudo uma vida melhor do que a minha, e melhor para os que o rodeiam. Esse sentimentos, não os sei expressar todos, mas alguns ocorrem-me com frequência. Coisas que lhe vou tentando dizer, ou insinuar, como - Que a vida é muito comprida, e que nos acontece muita coisa ao longo dela. - Que a maioria das coisas que nos acontece é inesperada, por muitos planos que se façam e desejos que se tenha. - Que o nosso objectivo é sair em paz, connosco e com o mundo.

Não estou ainda pronto para sair. E se saísse agora não saía em paz. Mas hoje tenho uma certeza que dantes não tinha. É que um dia, se lá chegar, vou sentir essa paz e vou sentir que posso sair. Só que hoje ainda não é esse dia. Tenho ainda coisas para fazer, perceber e encontrar.
Saudades. Beijo.

31 de outubro de 2013

Mãe

Já pensaste Pai, como tudo seria diferente se a Mamã aqui esivesse?

3 de outubro de 2013

Personagem

Num qualquer programa inexplicável de uma qualquer televisão sem qualidade, apareceu um personagem nosso antigo (velho) conhecido. Fez-me recordar momentos em conjunto em outra casa noutro tempo e espaço. E por um instante, por uma fatia de tempo ínfima e inferior a qualquer unidade, fez-me pensar que te iria contar essa novidade quando a soube. Como se por um instante a minha cabeça se esquece-se que já não estás aqui há quase 5 anos.
Senti-me estranho com isso. Porque logo a seguir sem ter tempo de perceber sequer o que tinha acontecido caí no tempo presente. E fiquei com uma tristeza por detrás de tudo. Quase sem me perdoar.

26 de setembro de 2013

22 de setembro de 2013

Hoje

Hoje seria um dia especial. E é um dia especial porque embora não estando cá, há pessoas que te recordam com saudade.
Gostava de saber por ti, do que pensas sobre o que aconteceu entretanto. O que desaprovas, o que gostas, o que achas podia ser diferente, mais intenso, mais rígido, mais valente.... e do que gostas como está, como estamos a viver, como nos vamos organizando.
E do teu filho que está tão grande (toda a gente o diz.... repetidamente.....) e como nesta fase, provavelmente, já estaria maior do que tu. Gostava de vos ver lado a lado, ele cada vez mais rapaz, mais homem, mais bonito e independente.
Gostava de saber que estás a ver.
Acho que está tudo a correr bem, mas gostava de te ouvir dizer.
Espero um sinal. Se possível. Um sinal. Sei que é estúpido pensar assim. Mas pronto. Espero.
Beijos.
Saudade.

Beijo


24 de agosto de 2013

I am still here......

.... and haven't lost perspective or reason. Just trying a simpler way to look at things and maybe, just maybe, touched and reasoned a quieter way to live.....

2 de julho de 2013

Coisas de que gostarias


Mãe

Na sequência dos dias, continuas presente. Por vezes de forma subtil, outras de forma inesperada, mas nunca invasiva ou violenta. Uma memória de um rosto, de uma expressão de uma frase. Um sorriso cúmplice, uma Mãe a gozar em pleno o seu papel, e a exercer o seu papel, com uma naturalidade e uma certeza impressionantes.
Sabias o que querias, e como querias, Sabias que querias ser Mãe e o que ias ser quando o fosses. Assim foi, esse desejo realizou-se. Eras uma Mãe fantástica, e eu vi. Por 8 anos, e nisso digo sem a mínima dúvida, foste a melhor Mãe que conheci junto da sua cria. Eras cúmplice, e educadora, eras brincalhona e severa, eras companheira e alegre. Adoravas ser Mãe e isso via-se. Foste e ainda bem.
Garanto-te. Dos oito anos que estiveste com ele, alguma coisa lhe ficou com certeza.
Eu vejo.
Beijos e saudade.

Para ti












de nós.....

30 de junho de 2013

I

I hear, I forget. 
I see, I remember. 
I do, I understand. 
--- Confucius

21 de junho de 2013

Segue

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nos queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós próprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.

-- Ricardo Reis, "Odes"
-- Heterónimo de Fernando Pessoa

17 de junho de 2013

Mais datas

O nosso rapaz cresce, faz treze anos, e do alto dos seus treze anos começa a ver um mundo novo e à sua maneira.
Pergunto-me constantemente o que seria diferente se a Mãe estivesse presente? Pergunto-me se estarei a fazer tudo o que posso, se não seria tudo diferente, se estando tu presente ele não seria diferente.
E preocupo-me. Com o que ficou e já não tem remédio. Com a falta que lhe fazes, com a tua ausência e com a maneira como ele aprendeu a lidar com isso. Que consequências terá? Para ele e para o seu futuro... Como será o seu futuro baseado neste presente. Nestes 5 anos sem a Mãe.
Continuo a achar que ele está bem, e que é um rapaz muito diferente do bebé a quem tive de dar a pior noticia que algum Pai pode dar. Nesse dia horrível, nesse momento horrível, em que lhe falei como pude e sabia, e ele se encolheu como se de um feto se tratasse..... nunca vou esquecer... e as lágrimas voltam sempre à minha cara quando penso nisso.....
Mas o rapaz cresce. E hoje, com treze anos, quase senhor do seu nariz. Cresce como pode, como sabe, como vai descobrindo, e cresce (parece-me mas acho-me sempre suspeito) tranquilo e bem.
Continuo aqui. A tentar fazer o que faríamos os dois. Espero que um dia consiga a paz de sentir que, no fim, correu tudo bem.

28 de maio de 2013

Love

“Love is the absence of judgment.”
― Dalai Lama

13 de maio de 2013

Continuo

Continuo sem perceber.
Nos últimos dias recordações tuas regressam à minha cabeça com frequência, como se quisesses falar comigo. É estranho eu sei, é provavelmente estúpido, eu sei, mas a sensação é essa. Parece que estás aqui. E eu não tinha essa sensação.
Em vários momentos sinto-te por perto, ou imagino-te aqui.
Felizmente tranquila, sinto isso também. Não estás zangada comigo, estás tranquila, Mesmo sabendo, como eu sei que sabes, de tudo o que fiz, e tudo o que fiz errado, que até pode ser errado ou não, mas foi feito, e podia ser melhor, podia ser diferente, podia ser mais tranquilo.
Esse é talvez o resumo de tudo. Não estou tranquilo.
Não percebo, porquê agora? Tenho vivido a minha vida, muitas vezes sobrevivendo a vida em vez da viver. Algumas vezes vivendo. Tranquilo? Raramente. Por vezes estou absorvido, mergulado em coisas, e por isso parece-me que tudo está bem, Depois acordo e penso. Como é possível?
E ainda há pouco,
Olhei lá para fora. O azevinho está em flor. Cheio de flor como nunca o tinha visto.
Como tu o gostaria de ver.
Como tu, talvez como ninguém, conseguirias perceber o que significa, e o prazer que dá olhar para ele e pensar na história que o rodeia.
E no entanto. Não estás aqui. Não és parte.
Como é possível? Como foi acontecer assim.
Não percebo.

2 de maio de 2013

Memória - 10/03/2009

Notas de Março de 2009

Depois de um dia pesado, ao jantar, no BH.
Eu completamente bronco.
Ele farto de fazer perguntas, sempre a falar, cheio de energia………
Às tantas digo-lhe.
- Olha desculpa.
- O Pai hoje está um pouco macambúzio…….
Ele;
- Não faz mal Pai….
e depois;  
- Não sei o que é isso???!!!!

Primavera


Voz

Há dias perguntei-lhe, numa conversa mais séria, como se sentia em relação a ti. Como sentia a tua ausência e que recordações tinha.
Deixou-me uma sensação de tranquilidade, mas também de uma certa indiferença ou tentativa de evitar o tema, que me deixou a pensar. Como se por um lado fosse algo com que lidasse tranquilamente, e por outro fosse um tema que preferisse evitar. Não sei explicar bem, mas tu és uma recordação distante para ele, e ao mesmo tempo algo que está guardado num sitio só dele.
Falou-me que não se recordava bem de ti. Falei-lhe das fotografias, e ele referiu mais uma vez a voz. Que não se lembrava da tua voz.
Perguntei se na escola, de alguma forma, o facto de não ter a Mãe por perto era ou tinha sido alguma vez tema de conversa. Disse-me que não.
Sabes, às vezes temo não estar a fazer tudo certo, e as ajudas que em tempo tive para falar deste tema,  já não estão cá. Espero que esteja a fazer tudo bem.
Beijo.

30 de abril de 2013

Trabalho


Sentado num canto da sala, numa cadeira puída e velha, suja com manchas de café, ouvia com uma crescente distância a conversa que se desenrolava. Tudo muito vago, muito circunstancial. Como é frequente nestas ocasiões, há quem queira ter protagonismo quando chega a hora das coisas acontecerem. Perdi essa vontade com o tempo. Tudo me soa cada vez mais falso. Por vezes sentia-me obrigado a falar para não deixar de dizer algo. Agora já nem isso. Já nada me ilude, e a solenidade aparente destes momentos, esbarra sempre com força na verdade nua e crua de que a importância das coisas é relativa.

Em quantas reuniões destes estive, sentado, cansado, convencido de que o que fazia era importante, enquanto tu sozinha em casa lutavas para conseguir engolir os teus medicamentos. Quantas vezes saí de casa com vontade de me embrenhar no trabalho para me abstrair um pouco do teu sofrimento. Quantas vezes me arrependi e lutei angustiado contra e a favor desse sentimento.

E lá vão eles falando imenso. Dizem muitas coisas, e na injustiça final esquecem quem trabalha mesmo, e quem sofre mesmo para que as coisas aconteçam. Na verdade, quantas coisas acontecem porque alguém quer e faz, ao inverso de alguém querer e dizer apenas. Falam muito. Fico um pouco catatónico nestas alturas. Já sem paciência. E acresce, lembro-me invariavelmente de ti e de inúmeras vezes em que te contava as minhas frustrações do trabalho, como se fossem importantes. A ti, que lutavas para manter viva a tua cara sofrida e alterada pelos anos de quimioterapia, operações, desfigurações que lentamente derrubaram a tua vontade, até te cansarem definitivamente naquela cama de hospital, numa noite fria de Dezembro. Queria tanto, mas tanto, poder ainda hoje depois deste tempo todo, aliviar o teu sofrimento.
Mas não sei como. Nunca soube ou saberei como. Beijos.

22 de abril de 2013

Unmoving

Have patience. Wait until the mud settles and the water is clear. Remain unmoving until right action arises by itself.
-- Lao Tzu

19 de abril de 2013

Dezanove de Abril

O tempo passa mas há marcas que não desaparecem. Arrependimentos, frustrações, raiva pela forma como as coisas aconteceram e pela falta de discernimento para que acontecessem de outra forma. Uma dificuldade tremenda em estar em paz, fazer tréguas com o passado.

Ainda há dias sonhei contigo. Estavas doente outra vez. Já tinha sonhado contigo bem, bonita e feliz como quando te conheci, mas desta vez voltei a sonhar contigo doente. Com o cabelo estragado, um boné na cabeça, inchada dos tratamentos, doente e triste, num sofrimento lento, desgastante, incompreensível para quem olha de fora.

E o teu filho tira-me daí. Acorda de manhã zangado por ter de ir para a escola. Faço duas piscinas logo de manhã para o ir levar e voltar para casa, e fico com uma ligeira sensação de que fiz alguma coisa boa. Que no meio de tudo, algo de bom resultou. Tenho uma ligeira sensação de paz, um ligeiro aliviar da dor, e por uns instantes, apenas uns instantes logo apagados, uma ligeira tranquilidade aparente com a vida, com o que acontece e com o que aconteceu.

Descanso sentado no banco da cozinha, e bebo um café. Nesta cozinha que já não é a tua, que já não conheceste, e esse sentimento, basta esse..... faz-me regressar às avaliações se tudo está bem e correcto.

Logo à tarde vou de novo buscar o teu filho. Trago o rapaz para os treinos. Como gostarias de o ver. Como querias tanto vê-lo crescer. É uma pena.
Uma ligeira tristeza neste dia diferente. Hoje era um dia especial para nós.
Desculpa. Já passa. Logo vou ter com ele, e por ele, tudo passa. 
Beijo. Saudade.

3 de abril de 2013

Mais Feliz

O nosso amor não vai parar de rolar
De fugir e seguir como um rio
Como uma pedra que divide um rio
Me diga coisas bonitas

O nosso amor não vai olhar para trás
Desencantar, nem ser tema de livro
A vida inteira eu quis um verso simples
P'ra transformar o que eu digo

Rimas fáceis, calafrios
Fure o dedo, faz um pacto comigo
Num segundo teu no meu
Por um segundo mais feliz

-- Adriana Calcanhotto

17 de março de 2013

Free

You cannot free me.
Only I can free myself.
--- Dalai Lama

Coisas de que gostarias


9 de março de 2013

Coisas de que gostarias











Ou gostaríamos..... hum.... para tentar contornar a melancolia.
Beijo.

No Azul Amplo

Vaga, no azul amplo solta,
Vai uma nuvem errando.
O meu passado não volta.
Não é o que estou chorando.

O que choro é diferente.
Entra mais na alma da alma.
Mas como, no céu sem gente,
A nuvem flutua calma.

E isto lembra uma tristeza
E a lembrança é que entristece,
Dou à saudade a riqueza
De emoção que a hora tece.

Mas, em verdade, o que chora
Na minha amarga ansiedade
Mais alto que a nuvem mora,
Está para além da saudade.

Não sei o que é nem consinto
À alma que o saiba bem.
Visto da dor com que minto
Dor que a minha alma tem.

-- Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

21 de fevereiro de 2013

What

What would it be like, to go to sleep, and never wake up?

16 de fevereiro de 2013

Curva

A morte é a curva da estrada,
Morrer é só não ser visto.
[...]

-- Fernando Pessoa

12 de fevereiro de 2013

Olhos

Tem os teus olhos, o nosso rapaz.
Olhos bonitos, castanhos, sempre alegres, mesmo quando os tempos são tristes.
Foi uma freira que nos disse isso. A freira com quem conversámos há muitos anos, numa aldeia perdida de Trás-os-Montes. Conheceu o rapaz bebé. Lindo. Daqueles de fazer sorrisos instantâneos.
E hoje ao almoço, a Avó elogiou os olhos dele, e eu com uma festa na cabeça disse-lhe - Tens os olhos da Mamã.

O teu lado

É interessante por vezes parar e ver como as coisas mudaram. O que aconteceu neste tempo, que por vezes me parece tão curto, mas está tão cheio de coisas.
O rapaz cresce, joga torneios nas férias. Não há um em que não me lembre que gostarias de o ver e desfrutarias de certeza do entusiasmo dele. Penso muitas vezes se a tua reacção não seria muito diferente da minha, mais competitiva e desbragada, entrarias nos campos a protestar quando os putos mais velhos roubam bolas e pontos. Penso também que com saúde, conseguirias dar um tom competitivo às coisas, de que eu não sou capaz, por natureza.
Ele lá vai fazendo o seu percurso. Por vezes de uma forma animada, outras vezes baixando os ombros no seu gesto mais comum de desmotivação. Mas uma coisa excelente ele tem. Uma capacidade de dar a volta por cima das coisas, de digerir e andar em frente. Nisso muito melhor que eu, nisso muito mais parecido contigo. É excelente ver.
Terias orgulho de certeza. Seria o teu lado a falar.
Beijo.

26 de janeiro de 2013

Coisas de que gostarias

Tabela periódica de typefaces.
Ias gostar de certeza porque adoravas este tema das fonts e da sua organização. E arrumar as fonts assim... numa tabela periódica, é no mínimo genial.

24 de janeiro de 2013

Coisas de que gostarias


Something broke

Last year, at the end of last year, something broke.
Not in the sense that it was lost or that it will no longer work. But in the sense that it changed.
I use the term broke, because that is what it feels like. Not because I regret it or because it was something I desired, but in the sense that it was something that came to an end. Something that naturally changed.

Don't get me wrong. You are here. You will always be here.
It's the way I look at things that is different.

Maybe.... I don't really know, but just maybe, I am more at peace.
Love.
Frog.

3 de janeiro de 2013

Mais

Outro ano. Outra ligação.
Porque dividimos o tempo assim?
Beijo.


Discernimento

Voltei a ter aquela sensação de não ter o discernimento das coisas. Destas me ultrapassarem. De não compreender as coisas no momento em que acontecem.
Veio a propósito de uma foto tua que o rapaz tinha guardado e ontem me mostrou.  De repente quando olhei para a foto, pensei que tinha tido ao meu lado durante 12 anos e nesses 12 anos tínhamos sido uma ilha. Os dois, depois os três, com as nossas obrigações e chatices, com a nossa (tua) dor e sofrimento, com as minhas irritações e dificuldades de expressão, com a tua vontade de fazer coisas.... mas também com as coisas que conseguimos fazer juntos, e com as coisas que alcançamos. Gostava apenas de quando lá estava, ter tido outro discernimento, outra compreensão das coisas.
Assim como nestes 4 últimos anos. Para onde foram? E o meu sentimento por ti? Para onde foi?
Como poderia ter sido tudo, se soubesse que ia estar aqui agora? Teria feito as coisas assim?