“Love is the absence of judgment.”
― Dalai Lama
Ana. Queria tentar perceber o tempo que passou e que continua a passar. Tentar perceber para onde foi tudo o que viveste, tudo o que sentiste, tudo o que fizeste. Tentar perceber o que aconteceu, porque aconteceu assim, como é possível não estares aqui? Se conseguisse, gostava também de guardar algumas memórias para o futuro. Escrever para não esquecer coisas tuas e coisas nossas. Escrever por vezes sem saber muito bem porquê nem para quê, à espera que um dia, algo faça sentido. Beijo. Saudade.
28 de maio de 2013
20 de maio de 2013
13 de maio de 2013
Continuo
Continuo sem perceber.
Nos últimos dias recordações tuas regressam à minha cabeça com frequência, como se quisesses falar comigo. É estranho eu sei, é provavelmente estúpido, eu sei, mas a sensação é essa. Parece que estás aqui. E eu não tinha essa sensação.
Em vários momentos sinto-te por perto, ou imagino-te aqui.
Felizmente tranquila, sinto isso também. Não estás zangada comigo, estás tranquila, Mesmo sabendo, como eu sei que sabes, de tudo o que fiz, e tudo o que fiz errado, que até pode ser errado ou não, mas foi feito, e podia ser melhor, podia ser diferente, podia ser mais tranquilo.
Esse é talvez o resumo de tudo. Não estou tranquilo.
Não percebo, porquê agora? Tenho vivido a minha vida, muitas vezes sobrevivendo a vida em vez da viver. Algumas vezes vivendo. Tranquilo? Raramente. Por vezes estou absorvido, mergulado em coisas, e por isso parece-me que tudo está bem, Depois acordo e penso. Como é possível?
E ainda há pouco,
Olhei lá para fora. O azevinho está em flor. Cheio de flor como nunca o tinha visto.
Como tu o gostaria de ver.
Como tu, talvez como ninguém, conseguirias perceber o que significa, e o prazer que dá olhar para ele e pensar na história que o rodeia.
E no entanto. Não estás aqui. Não és parte.
Como é possível? Como foi acontecer assim.
Não percebo.
Nos últimos dias recordações tuas regressam à minha cabeça com frequência, como se quisesses falar comigo. É estranho eu sei, é provavelmente estúpido, eu sei, mas a sensação é essa. Parece que estás aqui. E eu não tinha essa sensação.
Em vários momentos sinto-te por perto, ou imagino-te aqui.
Felizmente tranquila, sinto isso também. Não estás zangada comigo, estás tranquila, Mesmo sabendo, como eu sei que sabes, de tudo o que fiz, e tudo o que fiz errado, que até pode ser errado ou não, mas foi feito, e podia ser melhor, podia ser diferente, podia ser mais tranquilo.
Esse é talvez o resumo de tudo. Não estou tranquilo.
Não percebo, porquê agora? Tenho vivido a minha vida, muitas vezes sobrevivendo a vida em vez da viver. Algumas vezes vivendo. Tranquilo? Raramente. Por vezes estou absorvido, mergulado em coisas, e por isso parece-me que tudo está bem, Depois acordo e penso. Como é possível?
E ainda há pouco,
Olhei lá para fora. O azevinho está em flor. Cheio de flor como nunca o tinha visto.
Como tu o gostaria de ver.
Como tu, talvez como ninguém, conseguirias perceber o que significa, e o prazer que dá olhar para ele e pensar na história que o rodeia.
E no entanto. Não estás aqui. Não és parte.
Como é possível? Como foi acontecer assim.
Não percebo.
2 de maio de 2013
Memória - 10/03/2009
Notas de Março de 2009
Depois de um dia pesado, ao jantar, no BH.
Eu completamente bronco.
Ele farto de fazer perguntas, sempre a falar, cheio de energia………
Depois de um dia pesado, ao jantar, no BH.
Eu completamente bronco.
Ele farto de fazer perguntas, sempre a falar, cheio de energia………
Às tantas digo-lhe.
- Olha desculpa.
- O Pai hoje está um pouco macambúzio…….
Ele;
- Olha desculpa.
- O Pai hoje está um pouco macambúzio…….
Ele;
- Não faz mal Pai….
e depois;
e depois;
- Não sei o que é isso???!!!!
Voz
Há dias perguntei-lhe, numa conversa mais séria, como se sentia em relação a ti. Como sentia a tua ausência e que recordações tinha.
Deixou-me uma sensação de tranquilidade, mas também de uma certa indiferença ou tentativa de evitar o tema, que me deixou a pensar. Como se por um lado fosse algo com que lidasse tranquilamente, e por outro fosse um tema que preferisse evitar. Não sei explicar bem, mas tu és uma recordação distante para ele, e ao mesmo tempo algo que está guardado num sitio só dele.
Falou-me que não se recordava bem de ti. Falei-lhe das fotografias, e ele referiu mais uma vez a voz. Que não se lembrava da tua voz.
Perguntei se na escola, de alguma forma, o facto de não ter a Mãe por perto era ou tinha sido alguma vez tema de conversa. Disse-me que não.
Sabes, às vezes temo não estar a fazer tudo certo, e as ajudas que em tempo tive para falar deste tema, já não estão cá. Espero que esteja a fazer tudo bem.
Beijo.
Deixou-me uma sensação de tranquilidade, mas também de uma certa indiferença ou tentativa de evitar o tema, que me deixou a pensar. Como se por um lado fosse algo com que lidasse tranquilamente, e por outro fosse um tema que preferisse evitar. Não sei explicar bem, mas tu és uma recordação distante para ele, e ao mesmo tempo algo que está guardado num sitio só dele.
Falou-me que não se recordava bem de ti. Falei-lhe das fotografias, e ele referiu mais uma vez a voz. Que não se lembrava da tua voz.
Perguntei se na escola, de alguma forma, o facto de não ter a Mãe por perto era ou tinha sido alguma vez tema de conversa. Disse-me que não.
Sabes, às vezes temo não estar a fazer tudo certo, e as ajudas que em tempo tive para falar deste tema, já não estão cá. Espero que esteja a fazer tudo bem.
Beijo.
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