28 de maio de 2013

Love

“Love is the absence of judgment.”
― Dalai Lama

13 de maio de 2013

Continuo

Continuo sem perceber.
Nos últimos dias recordações tuas regressam à minha cabeça com frequência, como se quisesses falar comigo. É estranho eu sei, é provavelmente estúpido, eu sei, mas a sensação é essa. Parece que estás aqui. E eu não tinha essa sensação.
Em vários momentos sinto-te por perto, ou imagino-te aqui.
Felizmente tranquila, sinto isso também. Não estás zangada comigo, estás tranquila, Mesmo sabendo, como eu sei que sabes, de tudo o que fiz, e tudo o que fiz errado, que até pode ser errado ou não, mas foi feito, e podia ser melhor, podia ser diferente, podia ser mais tranquilo.
Esse é talvez o resumo de tudo. Não estou tranquilo.
Não percebo, porquê agora? Tenho vivido a minha vida, muitas vezes sobrevivendo a vida em vez da viver. Algumas vezes vivendo. Tranquilo? Raramente. Por vezes estou absorvido, mergulado em coisas, e por isso parece-me que tudo está bem, Depois acordo e penso. Como é possível?
E ainda há pouco,
Olhei lá para fora. O azevinho está em flor. Cheio de flor como nunca o tinha visto.
Como tu o gostaria de ver.
Como tu, talvez como ninguém, conseguirias perceber o que significa, e o prazer que dá olhar para ele e pensar na história que o rodeia.
E no entanto. Não estás aqui. Não és parte.
Como é possível? Como foi acontecer assim.
Não percebo.

2 de maio de 2013

Memória - 10/03/2009

Notas de Março de 2009

Depois de um dia pesado, ao jantar, no BH.
Eu completamente bronco.
Ele farto de fazer perguntas, sempre a falar, cheio de energia………
Às tantas digo-lhe.
- Olha desculpa.
- O Pai hoje está um pouco macambúzio…….
Ele;
- Não faz mal Pai….
e depois;  
- Não sei o que é isso???!!!!

Primavera


Voz

Há dias perguntei-lhe, numa conversa mais séria, como se sentia em relação a ti. Como sentia a tua ausência e que recordações tinha.
Deixou-me uma sensação de tranquilidade, mas também de uma certa indiferença ou tentativa de evitar o tema, que me deixou a pensar. Como se por um lado fosse algo com que lidasse tranquilamente, e por outro fosse um tema que preferisse evitar. Não sei explicar bem, mas tu és uma recordação distante para ele, e ao mesmo tempo algo que está guardado num sitio só dele.
Falou-me que não se recordava bem de ti. Falei-lhe das fotografias, e ele referiu mais uma vez a voz. Que não se lembrava da tua voz.
Perguntei se na escola, de alguma forma, o facto de não ter a Mãe por perto era ou tinha sido alguma vez tema de conversa. Disse-me que não.
Sabes, às vezes temo não estar a fazer tudo certo, e as ajudas que em tempo tive para falar deste tema,  já não estão cá. Espero que esteja a fazer tudo bem.
Beijo.