17 de junho de 2013

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O nosso rapaz cresce, faz treze anos, e do alto dos seus treze anos começa a ver um mundo novo e à sua maneira.
Pergunto-me constantemente o que seria diferente se a Mãe estivesse presente? Pergunto-me se estarei a fazer tudo o que posso, se não seria tudo diferente, se estando tu presente ele não seria diferente.
E preocupo-me. Com o que ficou e já não tem remédio. Com a falta que lhe fazes, com a tua ausência e com a maneira como ele aprendeu a lidar com isso. Que consequências terá? Para ele e para o seu futuro... Como será o seu futuro baseado neste presente. Nestes 5 anos sem a Mãe.
Continuo a achar que ele está bem, e que é um rapaz muito diferente do bebé a quem tive de dar a pior noticia que algum Pai pode dar. Nesse dia horrível, nesse momento horrível, em que lhe falei como pude e sabia, e ele se encolheu como se de um feto se tratasse..... nunca vou esquecer... e as lágrimas voltam sempre à minha cara quando penso nisso.....
Mas o rapaz cresce. E hoje, com treze anos, quase senhor do seu nariz. Cresce como pode, como sabe, como vai descobrindo, e cresce (parece-me mas acho-me sempre suspeito) tranquilo e bem.
Continuo aqui. A tentar fazer o que faríamos os dois. Espero que um dia consiga a paz de sentir que, no fim, correu tudo bem.

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