Ana. Queria tentar perceber o tempo que passou e que continua a passar. Tentar perceber para onde foi tudo o que viveste, tudo o que sentiste, tudo o que fizeste. Tentar perceber o que aconteceu, porque aconteceu assim, como é possível não estares aqui? Se conseguisse, gostava também de guardar algumas memórias para o futuro. Escrever para não esquecer coisas tuas e coisas nossas. Escrever por vezes sem saber muito bem porquê nem para quê, à espera que um dia, algo faça sentido. Beijo. Saudade.
2 de julho de 2013
Mãe
Na sequência dos dias, continuas presente. Por vezes de forma subtil, outras de forma inesperada, mas nunca invasiva ou violenta. Uma memória de um rosto, de uma expressão de uma frase. Um sorriso cúmplice, uma Mãe a gozar em pleno o seu papel, e a exercer o seu papel, com uma naturalidade e uma certeza impressionantes.
Sabias o que querias, e como querias, Sabias que querias ser Mãe e o que ias ser quando o fosses. Assim foi, esse desejo realizou-se. Eras uma Mãe fantástica, e eu vi. Por 8 anos, e nisso digo sem a mínima dúvida, foste a melhor Mãe que conheci junto da sua cria. Eras cúmplice, e educadora, eras brincalhona e severa, eras companheira e alegre. Adoravas ser Mãe e isso via-se. Foste e ainda bem.
Garanto-te. Dos oito anos que estiveste com ele, alguma coisa lhe ficou com certeza.
Eu vejo.
Beijos e saudade.
Sabias o que querias, e como querias, Sabias que querias ser Mãe e o que ias ser quando o fosses. Assim foi, esse desejo realizou-se. Eras uma Mãe fantástica, e eu vi. Por 8 anos, e nisso digo sem a mínima dúvida, foste a melhor Mãe que conheci junto da sua cria. Eras cúmplice, e educadora, eras brincalhona e severa, eras companheira e alegre. Adoravas ser Mãe e isso via-se. Foste e ainda bem.
Garanto-te. Dos oito anos que estiveste com ele, alguma coisa lhe ficou com certeza.
Eu vejo.
Beijos e saudade.
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