Ana. Queria tentar perceber o tempo que passou e que continua a passar. Tentar perceber para onde foi tudo o que viveste, tudo o que sentiste, tudo o que fizeste. Tentar perceber o que aconteceu, porque aconteceu assim, como é possível não estares aqui? Se conseguisse, gostava também de guardar algumas memórias para o futuro. Escrever para não esquecer coisas tuas e coisas nossas. Escrever por vezes sem saber muito bem porquê nem para quê, à espera que um dia, algo faça sentido. Beijo. Saudade.
26 de março de 2014
20 de março de 2014
Ainda
Ainda aqui.
Lembro-me com frequência. Não acabou, apenas mudou.
O tempo, a forma de olhar, a necessidade de escrever. Mas lembro-me frequentemente.
Ontem sentado num banco depois de um dia cansativo, em que me senti esmagado pelos acontecimentos, lembrei-me de ti e da tua força. Da necessidade de estares sempre a lutar por mais, melhor, mais longe, mais ideias.
Passaram mais de 5 anos. O rapaz cresce e fica cada vez mais distante do bebé bolachudo de outros tempos. Olho com saudade para algumas fotos e revejo o que já foi e não voltará a ser. Mas olho também com tranquilidade porque me parece bem. Sobretudo me parece bem.
Ontem, dia do Pai, fomos jantar fora. Ao mesmo restaurante onde íamos tantas vezes depois de ficarmos sem ti. Jantávamos em silêncio. Recordei-lhe essa fase, recordei-lhe as coisas que ele dizia, os desenhos que fazia no caderno. Recordámos as memórias cada vez mais esbatidas de ti. O tempo não pára, o mundo não pára. Também eu um dia vou sair e deixar tudo para trás. Todas as preocupações todas as certezas, todas as dúvidas, tudo o que consegui pensar, tudo o que fiz e tudo o de inútil com que perdi tempo. Quem cá ficar que se preocupe com isso porque eu não vou preocupado. Como eu me preocupo com o preservar da tua memória, da tua força, da tua presença.
Beijos querida. Fazes falta. Mas não há nada a fazer se não continuar.
Sapo
Lembro-me com frequência. Não acabou, apenas mudou.
O tempo, a forma de olhar, a necessidade de escrever. Mas lembro-me frequentemente.
Ontem sentado num banco depois de um dia cansativo, em que me senti esmagado pelos acontecimentos, lembrei-me de ti e da tua força. Da necessidade de estares sempre a lutar por mais, melhor, mais longe, mais ideias.
Passaram mais de 5 anos. O rapaz cresce e fica cada vez mais distante do bebé bolachudo de outros tempos. Olho com saudade para algumas fotos e revejo o que já foi e não voltará a ser. Mas olho também com tranquilidade porque me parece bem. Sobretudo me parece bem.
Ontem, dia do Pai, fomos jantar fora. Ao mesmo restaurante onde íamos tantas vezes depois de ficarmos sem ti. Jantávamos em silêncio. Recordei-lhe essa fase, recordei-lhe as coisas que ele dizia, os desenhos que fazia no caderno. Recordámos as memórias cada vez mais esbatidas de ti. O tempo não pára, o mundo não pára. Também eu um dia vou sair e deixar tudo para trás. Todas as preocupações todas as certezas, todas as dúvidas, tudo o que consegui pensar, tudo o que fiz e tudo o de inútil com que perdi tempo. Quem cá ficar que se preocupe com isso porque eu não vou preocupado. Como eu me preocupo com o preservar da tua memória, da tua força, da tua presença.
Beijos querida. Fazes falta. Mas não há nada a fazer se não continuar.
Sapo
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