Imaginava que assim fosse. Inevitável, penso.....
Com o tempo, com a vida, o dia-a-dia, as obrigações e distracções, com a forma como as coisas mudam, deixei de olhar para aqui como olhava.
Não sem um recorrente sentimento de refúgio que não é visitado.
Não sinto uma obrigação. Não é uma penitência.
É mais uma sensação de não visitar um sítio que me é querido e que visitei muitas vezes. Como um refugio de facto.
Se gostava de manter entradas frequentes.... sem dúvida, mas não as ter não me faz sentir mal, nem me faz sentir menos respeito, admiração, saudade.... apenas uma tristeza fina, igual à de não te ver, não saber de ti. A tristeza fina e aguda das memórias. A tristeza do que poderia ter sido, e não viste.
Gostava mesmo que o visses. Como cresce, como se debate com os dilemas de novas idades, em novas situações, em novos tempos de tecnologia desenfreada e apelos constantes. Gostava mesmo que o visses, e que eu pudesse ver o teu sorriso de amor por ele.
Beijos. Saudade.