Dias sombrios estes. Não que sejam muito diferentes de outros momentos muito semelhantes, muito sobrecarregados, mas porque de facto se acumularam muitas coisa e muita tristeza.
Falta descanso e tranquilidade. Há que esperar que esse tempo surja num próximo passo.
Entretanto aguardar que o sofrimento da Mãe não seja longo nem desnecessário, como infelizmente parece estar a ser.
Ana. Queria tentar perceber o tempo que passou e que continua a passar. Tentar perceber para onde foi tudo o que viveste, tudo o que sentiste, tudo o que fizeste. Tentar perceber o que aconteceu, porque aconteceu assim, como é possível não estares aqui? Se conseguisse, gostava também de guardar algumas memórias para o futuro. Escrever para não esquecer coisas tuas e coisas nossas. Escrever por vezes sem saber muito bem porquê nem para quê, à espera que um dia, algo faça sentido. Beijo. Saudade.
15 de dezembro de 2017
13 de dezembro de 2017
12/12
Quem diria que nove anos depois de te ver pela última vez, estaria neste mesmo dia a tocar, num jantar, aquilo que me impulsionaste a aprender. Quem diria, tanto tempo depois ainda ia sentir um peso nos olhos de tudo o que correu mal naquele ano de 2008. E ia sentir de novo que talvez devesse neste dia guardar sossego e silêncio. Mas não pude. E aconteceu assim.
Lembrei-me de ti. Hoje, mil vezes.
Beijos
Lembrei-me de ti. Hoje, mil vezes.
Beijos
17 de maio de 2017
A morte ausente
A morte está ausente dos nossos dias. Evitamos falar nela, escusamo-nos, evitamos o tema.
E depois um dia entra pela nossa porta, e agora também pelos nossos ecrans adentro..... e comprovadamente não sabemos o que fazer com ela... comentamos, sentimos, dizemos o que é óbvio e que não pode deixar de ser dito.... e esperamos que passe.
É incompreensível, é injusto, é difícil, até custa falar nisso, não sabemos o que dizer, que coisa horrível.... e no entanto é a única certeza que temos.... vamos todos um dia morrer.
Por falar em coisas óbvias, muita gente esquece o que é óbvio, e para mim é óbvio que vivi contigo, casei contigo, ri e sofri contigo... e no entanto perante a morte, toda a gente (quase toda a gente para ser justo) esquece o que é óbvio, e fala comigo como que se há 8 anos não tivesse, eu próprio, estado ali.
Talvez tenha sido isso que mais me bateu.
Para além de ver, novamente, que fazemos um esforço para manter a morte ausente.
E no entanto. É tão simples......Bare handed we enter, bare handed we shall leave.
E depois um dia entra pela nossa porta, e agora também pelos nossos ecrans adentro..... e comprovadamente não sabemos o que fazer com ela... comentamos, sentimos, dizemos o que é óbvio e que não pode deixar de ser dito.... e esperamos que passe.
É incompreensível, é injusto, é difícil, até custa falar nisso, não sabemos o que dizer, que coisa horrível.... e no entanto é a única certeza que temos.... vamos todos um dia morrer.
Por falar em coisas óbvias, muita gente esquece o que é óbvio, e para mim é óbvio que vivi contigo, casei contigo, ri e sofri contigo... e no entanto perante a morte, toda a gente (quase toda a gente para ser justo) esquece o que é óbvio, e fala comigo como que se há 8 anos não tivesse, eu próprio, estado ali.
Talvez tenha sido isso que mais me bateu.
Para além de ver, novamente, que fazemos um esforço para manter a morte ausente.
E no entanto. É tão simples......Bare handed we enter, bare handed we shall leave.
19 de fevereiro de 2017
Do nada
Há tempos li algo sobre aquela velha questão de se recordar alguém que partiu, todos os dias. Sempre pareceu estranho, como se de uma obrigação se tratasse, como se fossemos menos por isso não acontecer, como se definíssemos uma escala de saudade, ausência sentida, dor..... quem escreveu o post ia por essas mesmas linhas.....
Não é verdade que possa dizer que me recorde de ti todos os dias. Mas hoje não sofro com isso. Até porque me lembro muitas vezes e cada vez com mais tranquilidade. Há dias em que me recordo por segundos, outros em que durante muito tempo e ao longo de todo o dia me lembro de ti. Não é constante, mas está presente. Ainda ontem tive um momento desses, fui levar o rapaz a um passeio de bicicleta, e do nada, lembrei-me de passar por ali contigo. Do gosto que tinhas em passear de carro, de conduzir.
Foi assim, costuma ser assim, do nada.
Beijos
Não é verdade que possa dizer que me recorde de ti todos os dias. Mas hoje não sofro com isso. Até porque me lembro muitas vezes e cada vez com mais tranquilidade. Há dias em que me recordo por segundos, outros em que durante muito tempo e ao longo de todo o dia me lembro de ti. Não é constante, mas está presente. Ainda ontem tive um momento desses, fui levar o rapaz a um passeio de bicicleta, e do nada, lembrei-me de passar por ali contigo. Do gosto que tinhas em passear de carro, de conduzir.
Foi assim, costuma ser assim, do nada.
Beijos
27 de janeiro de 2017
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