19 de fevereiro de 2017

Do nada

Há tempos li algo sobre aquela velha questão de se recordar alguém que partiu, todos os dias. Sempre pareceu estranho, como se de uma obrigação se tratasse, como se fossemos menos por isso não acontecer, como se definíssemos uma escala de saudade, ausência sentida, dor..... quem escreveu o post ia por essas mesmas linhas.....
Não é verdade que possa dizer que me recorde de ti todos os dias. Mas hoje não sofro com isso. Até porque me lembro muitas vezes e cada vez com mais tranquilidade. Há dias em que me recordo por segundos, outros em que durante muito tempo e ao longo de todo o dia me lembro de ti. Não é constante, mas está presente. Ainda ontem tive um momento desses, fui levar o rapaz a um passeio de bicicleta, e do nada, lembrei-me de passar por ali contigo. Do gosto que tinhas em passear de carro, de conduzir.
Foi assim, costuma ser assim, do nada.
Beijos