A morte está ausente dos nossos dias. Evitamos falar nela, escusamo-nos, evitamos o tema.
E depois um dia entra pela nossa porta, e agora também pelos nossos ecrans adentro..... e comprovadamente não sabemos o que fazer com ela... comentamos, sentimos, dizemos o que é óbvio e que não pode deixar de ser dito.... e esperamos que passe.
É incompreensível, é injusto, é difícil, até custa falar nisso, não sabemos o que dizer, que coisa horrível.... e no entanto é a única certeza que temos.... vamos todos um dia morrer.
Por falar em coisas óbvias, muita gente esquece o que é óbvio, e para mim é óbvio que vivi contigo, casei contigo, ri e sofri contigo... e no entanto perante a morte, toda a gente (quase toda a gente para ser justo) esquece o que é óbvio, e fala comigo como que se há 8 anos não tivesse, eu próprio, estado ali.
Talvez tenha sido isso que mais me bateu.
Para além de ver, novamente, que fazemos um esforço para manter a morte ausente.
E no entanto. É tão simples......Bare handed we enter, bare handed we shall leave.