Ana. Queria tentar perceber o tempo que passou e que continua a passar. Tentar perceber para onde foi tudo o que viveste, tudo o que sentiste, tudo o que fizeste. Tentar perceber o que aconteceu, porque aconteceu assim, como é possível não estares aqui? Se conseguisse, gostava também de guardar algumas memórias para o futuro. Escrever para não esquecer coisas tuas e coisas nossas. Escrever por vezes sem saber muito bem porquê nem para quê, à espera que um dia, algo faça sentido. Beijo. Saudade.
29 de novembro de 2012
27 de novembro de 2012
Perspectiva
Vão passar 4 anos.
A perspectiva muda. O tempo muda muita coisa, mas demora a mudar.
E eu demoro a perceber e em parte acho que nunca vou perceber..... vivo hoje talvez mais tranquilo com isso, mas é verdade que sempre tive esta sensação de que algo me escapa. Algo ou quase tudo.
Em quatro anos tanto mudou.
E em quatro anos quantas imagens tuas se solidificaram na minha memória. Quantas situações relembrei, algumas tanto tempo depois. E quantas coisas esqueci, com pena.
Penoso viver, como se de um grande castigo se tratasse. Penoso não por escolha ou por vontade, mas porque os factos assim implicam.... o sofrimento é incomparável, mas cada um tem a dimensão do seu dentro de si. E o mais tenebroso é a perda, a sensação de ausência e angustia da distancia impossível de transpor. Do que devia ter sido e não foi. Do que é irremediável.
Lembro-me de ti como uma companhia doce e suave em noites frias de aconchego terno. Lembro-me com saudade.
A perspectiva muda. O tempo muda muita coisa, mas demora a mudar.
E eu demoro a perceber e em parte acho que nunca vou perceber..... vivo hoje talvez mais tranquilo com isso, mas é verdade que sempre tive esta sensação de que algo me escapa. Algo ou quase tudo.
Em quatro anos tanto mudou.
E em quatro anos quantas imagens tuas se solidificaram na minha memória. Quantas situações relembrei, algumas tanto tempo depois. E quantas coisas esqueci, com pena.
Penoso viver, como se de um grande castigo se tratasse. Penoso não por escolha ou por vontade, mas porque os factos assim implicam.... o sofrimento é incomparável, mas cada um tem a dimensão do seu dentro de si. E o mais tenebroso é a perda, a sensação de ausência e angustia da distancia impossível de transpor. Do que devia ter sido e não foi. Do que é irremediável.
Lembro-me de ti como uma companhia doce e suave em noites frias de aconchego terno. Lembro-me com saudade.
1 de novembro de 2012
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