Com o tempo, falar de ti e sobre coisas que dizias ou fazias tornou-se natural, quase como um dado sem mágoa ou sofrimento, apenas com uma dor estranha na minha cabeça.
Para ele a tua imagem é cada vez mais a das fotografias, a tua voz uma recordação muito distante. Há tempos perguntou-me como tu eras... se eras divertida.... como eras....
Tentei explicar, descrever, recordar. É impossível dizer como seria, e como o terias influenciado até hoje, mas tenho a certeza serias companheira de todas as aventuras, vontades, descobertas e libertações de energia pura que o (vos) caracterizam.
Beijos.
Ana. Queria tentar perceber o tempo que passou e que continua a passar. Tentar perceber para onde foi tudo o que viveste, tudo o que sentiste, tudo o que fizeste. Tentar perceber o que aconteceu, porque aconteceu assim, como é possível não estares aqui? Se conseguisse, gostava também de guardar algumas memórias para o futuro. Escrever para não esquecer coisas tuas e coisas nossas. Escrever por vezes sem saber muito bem porquê nem para quê, à espera que um dia, algo faça sentido. Beijo. Saudade.
29 de agosto de 2016
10 de julho de 2016
Esta semana
Esta semana falei de ti com conhecidos novos, amigos espero eu,........ com o tempo não sei se alguma vez saberei lidar, destingir e gerir isso dos amigos e conhecidos..........., amigos, dizia, espero. Gosto deles e sinto-os diferentes, como pessoas, nos princípios e atitudes.
E falei de ti porque me perguntaram, tentando saber o que tinha acontecido. Falei com naturalidade, penso, embora com ansiedade, e no meio da conversa senti que talvez fosse a última vez que contava a tua história, a nossa história, desta forma...... Não sei porquê, mas penso que com o tempo a história fica para trás, fica escondida, soterrada pelos dias. Com diz a Mafalda Veiga, .... o que a vida foi fazendo sem nos avisar, foi-se acumulando, em fotografias, em distâncias e saudade, numa dor que nunca acaba e faz transbordar os dias........
E senti, ou pensei, que dificilmente voltaria a contar a nossa história assim. E empenhei-me em contar bem, contar o melhor possível. Por ti, por ele, pela tua memória, e dando relevo ao que penso é relevante. Quem tu eras, a força que tinhas e a determinação com que viveste.
E às tantas disse. Passaram oito anos. É verdade. Oito anos...... e tanta coisa mudou e ficou estranha, conseguindo ser o que não era, e em alguns casos, nunca ser o que deveria.
E lá vou. Tentando perceber...... Beijos. Saudade.
E falei de ti porque me perguntaram, tentando saber o que tinha acontecido. Falei com naturalidade, penso, embora com ansiedade, e no meio da conversa senti que talvez fosse a última vez que contava a tua história, a nossa história, desta forma...... Não sei porquê, mas penso que com o tempo a história fica para trás, fica escondida, soterrada pelos dias. Com diz a Mafalda Veiga, .... o que a vida foi fazendo sem nos avisar, foi-se acumulando, em fotografias, em distâncias e saudade, numa dor que nunca acaba e faz transbordar os dias........
E senti, ou pensei, que dificilmente voltaria a contar a nossa história assim. E empenhei-me em contar bem, contar o melhor possível. Por ti, por ele, pela tua memória, e dando relevo ao que penso é relevante. Quem tu eras, a força que tinhas e a determinação com que viveste.
E às tantas disse. Passaram oito anos. É verdade. Oito anos...... e tanta coisa mudou e ficou estranha, conseguindo ser o que não era, e em alguns casos, nunca ser o que deveria.
E lá vou. Tentando perceber...... Beijos. Saudade.
12 de maio de 2016
Inevitável, penso........
Imaginava que assim fosse. Inevitável, penso.....
Com o tempo, com a vida, o dia-a-dia, as obrigações e distracções, com a forma como as coisas mudam, deixei de olhar para aqui como olhava.
Não sem um recorrente sentimento de refúgio que não é visitado.
Não sinto uma obrigação. Não é uma penitência.
É mais uma sensação de não visitar um sítio que me é querido e que visitei muitas vezes. Como um refugio de facto.
Se gostava de manter entradas frequentes.... sem dúvida, mas não as ter não me faz sentir mal, nem me faz sentir menos respeito, admiração, saudade.... apenas uma tristeza fina, igual à de não te ver, não saber de ti. A tristeza fina e aguda das memórias. A tristeza do que poderia ter sido, e não viste.
Gostava mesmo que o visses. Como cresce, como se debate com os dilemas de novas idades, em novas situações, em novos tempos de tecnologia desenfreada e apelos constantes. Gostava mesmo que o visses, e que eu pudesse ver o teu sorriso de amor por ele.
Beijos. Saudade.
Com o tempo, com a vida, o dia-a-dia, as obrigações e distracções, com a forma como as coisas mudam, deixei de olhar para aqui como olhava.
Não sem um recorrente sentimento de refúgio que não é visitado.
Não sinto uma obrigação. Não é uma penitência.
É mais uma sensação de não visitar um sítio que me é querido e que visitei muitas vezes. Como um refugio de facto.
Se gostava de manter entradas frequentes.... sem dúvida, mas não as ter não me faz sentir mal, nem me faz sentir menos respeito, admiração, saudade.... apenas uma tristeza fina, igual à de não te ver, não saber de ti. A tristeza fina e aguda das memórias. A tristeza do que poderia ter sido, e não viste.
Gostava mesmo que o visses. Como cresce, como se debate com os dilemas de novas idades, em novas situações, em novos tempos de tecnologia desenfreada e apelos constantes. Gostava mesmo que o visses, e que eu pudesse ver o teu sorriso de amor por ele.
Beijos. Saudade.
28 de janeiro de 2016
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