Ana. Queria tentar perceber o tempo que passou e que continua a passar. Tentar perceber para onde foi tudo o que viveste, tudo o que sentiste, tudo o que fizeste. Tentar perceber o que aconteceu, porque aconteceu assim, como é possível não estares aqui? Se conseguisse, gostava também de guardar algumas memórias para o futuro. Escrever para não esquecer coisas tuas e coisas nossas. Escrever por vezes sem saber muito bem porquê nem para quê, à espera que um dia, algo faça sentido. Beijo. Saudade.
21 de fevereiro de 2013
19 de fevereiro de 2013
16 de fevereiro de 2013
12 de fevereiro de 2013
Olhos
Tem os teus olhos, o nosso rapaz.
Olhos bonitos, castanhos, sempre alegres, mesmo quando os tempos são tristes.
Foi uma freira que nos disse isso. A freira com quem conversámos há muitos anos, numa aldeia perdida de Trás-os-Montes. Conheceu o rapaz bebé. Lindo. Daqueles de fazer sorrisos instantâneos.
E hoje ao almoço, a Avó elogiou os olhos dele, e eu com uma festa na cabeça disse-lhe - Tens os olhos da Mamã.
Olhos bonitos, castanhos, sempre alegres, mesmo quando os tempos são tristes.
Foi uma freira que nos disse isso. A freira com quem conversámos há muitos anos, numa aldeia perdida de Trás-os-Montes. Conheceu o rapaz bebé. Lindo. Daqueles de fazer sorrisos instantâneos.
E hoje ao almoço, a Avó elogiou os olhos dele, e eu com uma festa na cabeça disse-lhe - Tens os olhos da Mamã.
O teu lado
É interessante por vezes parar e ver como as coisas mudaram. O que aconteceu neste tempo, que por vezes me parece tão curto, mas está tão cheio de coisas.
O rapaz cresce, joga torneios nas férias. Não há um em que não me lembre que gostarias de o ver e desfrutarias de certeza do entusiasmo dele. Penso muitas vezes se a tua reacção não seria muito diferente da minha, mais competitiva e desbragada, entrarias nos campos a protestar quando os putos mais velhos roubam bolas e pontos. Penso também que com saúde, conseguirias dar um tom competitivo às coisas, de que eu não sou capaz, por natureza.
Ele lá vai fazendo o seu percurso. Por vezes de uma forma animada, outras vezes baixando os ombros no seu gesto mais comum de desmotivação. Mas uma coisa excelente ele tem. Uma capacidade de dar a volta por cima das coisas, de digerir e andar em frente. Nisso muito melhor que eu, nisso muito mais parecido contigo. É excelente ver.
Terias orgulho de certeza. Seria o teu lado a falar.
Beijo.
O rapaz cresce, joga torneios nas férias. Não há um em que não me lembre que gostarias de o ver e desfrutarias de certeza do entusiasmo dele. Penso muitas vezes se a tua reacção não seria muito diferente da minha, mais competitiva e desbragada, entrarias nos campos a protestar quando os putos mais velhos roubam bolas e pontos. Penso também que com saúde, conseguirias dar um tom competitivo às coisas, de que eu não sou capaz, por natureza.
Ele lá vai fazendo o seu percurso. Por vezes de uma forma animada, outras vezes baixando os ombros no seu gesto mais comum de desmotivação. Mas uma coisa excelente ele tem. Uma capacidade de dar a volta por cima das coisas, de digerir e andar em frente. Nisso muito melhor que eu, nisso muito mais parecido contigo. É excelente ver.
Terias orgulho de certeza. Seria o teu lado a falar.
Beijo.
4 de fevereiro de 2013
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