21 de outubro de 2011

De novo

Esta semana tive momentos como não tinha há muito tempo. Anos? talvez! Momentos de verdadeira paz. De tranquilidade.
Fizeram-me lembrar um sentimento de paz muito antigo, com o rapaz bebé e tu cheia de saúde e vigor. Memórias de um tempo em que me sentia bem comigo, contigo, com ele.
Em que o meu Pai era vivo e conversava tranquilamente com ele sobre tudo e sobre nada.
Em que respiravas saúde e te rias comigo. Felizes. Passeavamos na praia ao Domingo de manhã, mesmo no tempo frio. E sentíamos-nos vivos e tranquilos, fora do stress dos dias. Em que me dizias que me amavas e que gostavas de sentir o meu interesse por ti. Lembro-me dessa frase. Adorei essa frase.
Alguns momentos desta semana fizeram-me lembrar essa altura.
Por uns momentos senti-me bem comigo. De novo. Como há muito tempo não sentia. E depois de muito pensar e tentar interpretar, senti que o que sentia, era que era eu de novo.
Sem ti, mas com ele. Depois de muitos altos e baixos, por ti e mesmo sem ser por ti. Depois de muitas hesitações  tentativas de recompor tudo, e depois raiva e dor, prazer e orgulho logo trocado por angústia, tristeza e desconforto. Tudo isso a que tu és alheia. Sem culpa. Tudo sempre contigo naquele lugar especial.
Senti que nisso tudo, não era eu.
E que nestes momento me senti eu de novo. Como se ali, não fosse eu. Não era eu.