Já percebi de onde vem essa sensação de que não te disse adeus. Ou antes que te disse adeus, mas não terminei esse adeus da forma que eu queria.
Vou por isso trabalhar nesse continuar do adeus, mantendo o respeito que sempre quis, por ti.
Foi por esse respeito que te tatuei no meu braço, num gesto de raiva, num movimento de angústia que eu próprio não compreendia. Mas sentia intensamente.
Era essa a expressão que eu não conseguia produzir nessa altura, era essa a angústia que sentia mas não sabia dizer. E foi daí que resultou a tatuagem. No mesmo dia em que chorei no Magnólia como já aqui descrevi.
Estão então cridas as condições para o retomar desse adeus, sem dor, sem medo. Apenas um adeus tranquilo. Sossegado e livre. Sim, um adeus livre. É isso.